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Encontro ocorreu em área reservada a chefes de Estado e marcou encerramento da visita de um dia do líder russo à Itália

Amigos de longa data, o presidente da Rússia, Vladimir Putin, e o ex-primeiro-ministro italiano Silvio Berlusconi tiveram nesta quarta-feira (10) uma reunião privada de aproximadamente 30 minutos no aeroporto de Fiumicino, em Roma.

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O presidente da Rússia, Vladimir Putin, deixa o Vaticano no final de uma audiência privada com o Papa Francisco
AP
O presidente da Rússia, Vladimir Putin, deixa o Vaticano no final de uma audiência privada com o Papa Francisco

O encontro aconteceu em uma área do local reservada a chefes de Estado e marcou o encerramento da visita de um dia do mandatário russo à Itália. Durante a viagem, Putin conheceu a Expo Milão 2015 e foi recebido pelo premier Matteo Renzi, pelo presidente Sergio Mattarella e pelo papa Francisco.

Após a reunião, Berlusconi disse que seu partido, o Forza Italia (FI), vai apresentar nesta quinta-feira (11) uma moção que pede ao governo para interromper as sanções econômicas contra Moscou.

"Gostaríamos também que o governo se empenhasse em convencer o maior número possível de países europeus a seguir esse exemplo e que mostrássemos aos amigos norte-americanos que não se pode voltar a um clima de guerra fria", declarou.

O ex-primeiro-ministro ainda disse que mantém um contato constante com Putin e que em breve irá à Rússia. Durante o último ano, Berlusconi não pode visitar seu velho amigo devido a uma condenação por fraude fiscal. Como a pena já foi descontada, ele agora está possibilitado de viajar ao exterior.

Grande defensor do presidente russo, o ex-premier chegou até a criticar o G7 por ter excluído o país do grupo, chamando as decisões tomadas por diplomatas ocidentais em relação a Moscou de "contraproducentes".

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