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Até 3 mil sul-coreanos foram colocados em isolamento e 2.200 escolas fechadas, apesar de a doença não se espalhar pelo ar

A Coreia do Sul acredita que o surto do vírus Mers pode ter atingido o pico enquanto especialistas dizem que os próximos dias serão cruciais para determinar se os esforços tardios do governo em bloquear o avanço da epidemia surtiu efeito. Até agora, a Síndrome Respiratória do Oriente Médio já deixou sete mortos e infectou quase 100 sul-coreanos.

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Estrangeira, centro, usa máscara para se precaver contra a Síndrome Respiratória Oriente Médio (Mers) enquanto tira fotos no Myeongdong, Coreia do Sul (8/06)
AP
Estrangeira, centro, usa máscara para se precaver contra a Síndrome Respiratória Oriente Médio (Mers) enquanto tira fotos no Myeongdong, Coreia do Sul (8/06)

O surto da doença, vista pela primeira vez em 2012,  foi trazida para a Coreia do Sul em maio por um homem de 68 anos que havia viajado para a Arábia Saudita e outros países próximos.

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Quando ficou doente já na Coreia do Sul, o paciente visitou vários hospitais e clínicas, onde dezenas de outros pacientes e funcionários do hospital foram infectadas antes que as autoridades descobrissem que ele era portador do Mers. Aos poucos, o governo começou a isolar as vítimas e colocar de quarentena aqueles que haviam tido contato com eles.

Por causa do aumento no número de casos tem havido medo generalizado da doença, que ainda não tem vacina e provoca uma taxa de mortalidade de 40%. Há também crescentes críticas sobre falhas por parte dos trabalhadores de saúde e na demora do governo em reconhecer e tentar controlar rapidamente o avando do problema.

Cerca de 3 mil sul-coreanos foram colocadas em isolamento e 2.200 escolas fechadas no país. Embora o Mers se espalhe através do contato próximo com pessoas doentes, não através do ar, muitos têm evitado ir a lugares lotados como parques de beisebol e cinemas. Agências de viagens relatam um forte aumento do número de estrangeiros que cancelaram planos para visitar a Coréia do Sul.

O surto, no entanto, até agora tem sido contido em hospitais e não há nenhuma evidência, de acordo com a agência de saúde das Nações Unidas, de "transmissão sustentada na comunidade."

As autoridades informaram que o primeiro paciente com mers não revelou sua viagem até a Arábia Saudita para os médicos até chegar a hospital de Seul, capital do país, depois de ter sido tratado em três outros hospitais, incluindo o Hospital St. Mary em Pyeongtaek, sul da cidade. Samsung e St. Mary têm o maior número de casos do país.

A mulher do paciente, a segunda identificada com o problema no país e que recebeu alta médica, disse recentemente a uma estação de TV local que o marido não tinha a intenção de ocultar informações sobre suas viagens, mas simplesmente teve dificuldade em falar com os médicos por causa de sua febre alta.

O período de incubação do vírus é estimado entre cinco e seis dias, em média, estendendo-se até cerca de duas semanas, e, por esse motivo, os especialistas acreditam que não haverá mais nenhum caso em consequência do contato com o primeiro paciente da doença no país. O Ministério da Saúde sul-coreano informa que não há mais casos de Mers a ser originado no Hospital de St. Mary.

*Com AP

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