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Em janeiro, vítima havia sido salva da morte após ser acusada de usar magia para matar grupo por meio de surto de sarampo

Autoridades da Papua-Nova Guiné tiveram de intervir em um vilarejo para impedir que mais mulheres fossem mutiladas até a morte acusadas de bruxaria. As informações são do site The Independent.

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A mulher, conhecida como Misila, foi acusada de magia negra e morta em uma parte remota do país por membros de sua própria comunidade na semana passada. A Anistia Internacional pediu que as autoridades do país ofereçam mais proteção às outras duas mulheres acusadas de feitiçaria.

Kate Schuetze, da Anistia Internacional para o Pacífico, afirmou que "O assassinato de Misila destaca o fracasso do governo de Papua-Nova Guiné em enfrentar a onda de ataques contra os acusados de bruxaria. O governo deve agir imediatamente para garantir que os autores dos ataques sejam levados à justiça."

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"O fato de duas outras mulheres terem escapado da morte na semana passada não diminui o risco iminente e mostra que o governo deve agir agora."

Kate disse que para oferecer proteção a essas mulheres, a polícia precisa viajar para as comunidades remotas a fim de iniciar investigação sobre o caso. Em janeiro, Misila foi uma das quatro mulheres que foram salvas da morte pela polícia e pelos missionários. Ela foi acusada de feitiçaria depois de várias pessoas morreram vítimas de um surto de sarampo na província de Enga.

"A senhora, ela foi acusada de executar a mágica que resultou na morte de várias pessoas na aldeia. Com esta mentira, apenas por causa da forte crença [em feitiçaria] por lá, ela foi assassinada", explicou Kate.

O artigo sobre feitiçaria de 1971, que reduzia sentenças para aqueles que cometeram agressão ou assassinato por acreditarem que a vítima tinha cometido atos de feitiçaria, foi revogada pelo governo em 2013.

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