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Grupo sunita controla Palmira, Raqqa e Deir Ezzor, área de 95 mil km quadrados, mais de metade da massa de terra síria

O Estado Islâmico domina mais da metade do território da Síria após ocupar Palmira, onde já teria começado a massacrar uma tribo rebelde e não enfrenta oposição. As informações são do site "The Guardian".

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Combatentes da al-Qaeda ligados ao Estado Islâmico marcham em Raqqa, Síria (Jan/2014)
AP
Combatentes da al-Qaeda ligados ao Estado Islâmico marcham em Raqqa, Síria (Jan/2014)

"Não há forças para impedi-los [de entrar nas ruínas]", disse Rami Abdurrahman, diretor do Observatório Sírio para os Direitos Humanos. "Mas outro dado importante é que eles agora controlam 50% da Síria."

Os terroristas tomaram Palmira na noite de quarta-feira (21) após cerco de uma semana que levou ao colapso das forças leais ao presidente Bashar al-Assad na região. Os militantes estão agora se aproximando das duas fortalezas do país, Homs e Damasco, e estão cortando as linhas de abastecimento para Deir Ezzor, no leste, que enfrenta uma repressão avassaladora dos insurgentes.

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Ativistas locais disseram que os terroristas haviam imposto toque de recolher e estavam varrendo a cidade das forças remanescentes de Assad. O Estado Islâmico também matou membros da tribo Shaitat, que lutaram ao lado do regime de Assad em Palmira e também tentaram conter o grupo em Deir Ezzor, rebelião que deixou ao menos 800 mortos.

Mas significativamente, o grupo sunita controla vastas áreas da Síria, de Palmira a Raqqa e Deir Ezzor, uma área que o Observatório Sírio para os Direitos Humanos estima ser de 95 milquilômetros quadrados, ou mais de metade da massa de terra da Síria. Com a apreensão dos campos de gás de Arak e al-Hail perto de Palmyra, eles também controlam grande parte do fornecimento de eletricidade do país.

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Os terroristas também ocupariam a vasta maioria de Raqqa, a maior parte de Deir Ezzor, partes de Hassakeh e da paisagem rural de Aleppo, deserto da Síria, bem como partes da zona rural Homs e o campo de refugiados de Yarmouk, no sul de Damasco.

A queda de Palmyra levanta questões sobre a capacidade e coesão das tropas restantes e milícias aliadas, cujo colapso rápido surpreendeu os observadores, dada sua proximidade aos cabos de alimentação bem como a importância estratégica.

A ocupação está em risco somente no norte do país, principalmente em Idlib, onde as tropas são apoiadas pela Arábia Saudita e Turquia, mas os moradores esperavam que as forças de Assad pudessem resistir ao cerco por mais tempo. Ao invés disso, eles parecem estar recuando para o oeste do país.

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