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Deslizamentos de terra e más condições climáticas estão tornando ainda mais difícil a chegada de socorro

O governo do Nepal afirmou que ao menos 7.040 morreram e mais de 14 mil ficaram feridas no terremoto de magnitude 7.8 que devastou o país na semana passada. Contudo, essa contagem podem aumentar na medida em que equipes de resgate avançam para regiões mais afastadas da capital.

Segundo o governo, ainda não foi possível ter acesso a todas as áreas dos distritos de Dhading, Rasuwa and Sindhupalchok, que ficam situados em áreas montanhosas cujo acesso é mais complexo.

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Deslizamentos de terra e más condições climáticas estão tornando ainda mais difícil a chegada de socorro a essas regiões.

Em Sindhupalchok, que fica ao norte da capital Kathmandu, 95% das casas foram destruídas, segundo afirmou ao serviço nepalês Himnath Dawadi, autoridade chefe do distrito.

Equipes de socorro estão usando helicópteros para chegar ao local e remover vítimas.

O governo do Nepal também afirmou que apesar dos maiores estragos provocados pelo terremoto terem ocorrido dentro das fronteiras do país, também foram constatadas 100 mortes nos vizinhos Índia, China e Bangladesh.

Restrições de pouso

O único aeroporto internacional do Nepal parou temporariamente de receber aviões de grande porte carregando ajuda humanitária.

A medida foi tomada após a identificação de buracos na pista de pouso. Só estão sendo autorizados a pousar no país aeronaves que tenham menos de 196 toneladas.

O governo afirmou porém que a medida não vai afetar a entrada de recursos para socorrer as vítimas do terremoto.

O chefe da agência de aviação civil do país, Mahendra Singh Rawal, disse à BBC que aviões de porte médio ou pequeno continuam operando normalmente.

A pista deve ser liberada para as aeronaves maiores após a conclusão de reparos.


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