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Ministro da Justiça mexicano afirmou no fim de janeiro, que os 43 desaparecidos foram assassinados pelo crime organizado

Milhares de pessoas fizeram uma manifestação na noite de quinta-feira (26), na Cidade do México, em apoio às famílias dos 43 estudantes que desapareceram há cinco meses na cidade de Iguala. Eles reivindicam verdade e justiça.

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Um porta-voz das famílias afirmou que o desaparecimento dos estudantes é “crime de Estado”, que “não pode ficar impune”.

O ministro da Justiça do México, Jesus Murillo Karam, disse, no fim de janeiro, que os 43 estudantes desaparecidos em setembro foram assassinados por integrantes do crime organizado .

Em setembro, um grupo de policiais municipais disparou contra dezenas de alunos de uma escola dedicada à formação de professores, deixando seis pessoas mortas e 25 feridas.

Os polícias capturaram 43 jovens e os entregaram ao cartel de traficantes de drogas Guerreros Unidos. Integrantes do cartel disseram que eles foram assassinados e queimados em uma lixeira, antes de serem lançados em um riacho. Um corpo foi identificado até agora.

Naquela noite, integrantes do Exército presenciaram o ataque sem intervir e, por isso, os pais exigem, desde então, que as autoridades investiguem a atuação dos militares.