Tamanho do texto

Declaração foi feita após reunião do presidente francês com o homólogo russo, Putin, e a chanceler alemã, Merkel

Merkel, Putin (centro) e Hollande: impasse
Alexander Zemlianichenko/AP - 6.2.15
Merkel, Putin (centro) e Hollande: impasse

 O presidente da França, François Hollande, afirmou neste sábado (7) que, se a Ucrânia e os rebeldes pró-Rússia que atuam no leste do país não chegarem a um acordo, o único cenário possível será o da guerra.

A declaração foi dada ao jornal "Le Figaro", após a reunião de quase cinco horas que o mandatário teve em Moscou com o seu colega russo, Vladimir Putin, e a chanceler da Alemanha, Angela Merkel, na última sexta-feira (6). No dia anterior, ele já havia visitado Kiev para um encontro com o presidente ucraniano, Petro Poroshenko, do qual a líder alemã também esteve presente.

Leia também: Otan acusa Rússia de manter tropas na Ucrânia

Drone mostra devastação em aeroporto de Donetsk

Como um tuíte virou uma guerra com milhares de mortos na Ucrânia
"Se não conseguirmos encontrar um acordo de paz duradouro, sabemos perfeitamente qual será o cenário. Ele tem um nome, se chama guerra", disse Hollande. Já Merkel, embora tenha reconhecido o valor das negociações, declarou em Munique que é "incerto" que as conversas dos últimos dias tenham tido sucesso.

Além disso, ela ressaltou que a liberdade dos povos de decidir seu futuro deve ser respeitada - uma clara referência às supostas interferências da Rússia na Ucrânia -, mas também destacou que a Europa quer trabalhar "ao lado" de Moscou, e não contra.
A chanceler ainda se posicionou contra o fornecimento de armas para Kiev, algo que está sendo cogitado pelos Estados Unidos. "Se é verdade que a solução não pode ser militar, entregar armamentos não é a saída", disse.

Por outro lado, o ministro das Relações Exteriores russo, Serguei Lavrov, se mostrou confiante de que as negociações levarão à interrupção dos conflitos no leste ucraniano.

"As conversas prosseguirão. Elas são uma boa base para uma certa dose de otimismo", afirmou.

Ativistas do Femen fazem protesto junto a mosteiro em Kiev, na Ucrânia