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Manifestantes que se queixam da escassez de produtos prometeram continuar nas ruas até Maduro renunciar

Franklin Romero, de 44 anos, morreu eletrocutado no estado de Táchira (fronteira com a Colômbia) e Roberto Annese, de 33 anos, foi morto no estado de Zulia, após uma explosão, elevando para 39 o saldo de mortes em quase dois meses de manifestações anti-governo. Ao todo 560 pessoas se feriram até agora.

De acordo com o ministro do Interior, Justiça e Paz no país, Miguel Rodríguez Torres, um homem de 48 anos e um adolescente de 16 anos, também foram feridos em Táchira. Em declarações às emissoras de TV estatais, Miguel Rodríguez disse que, em Táchira, o homem morreu quando tentava armar uma barricada.

“O Ministério Público está investigando as causas das mortes”, explicou. Mas o ministro disse que as mortes foram causadas por protestos nestas regiões. Os dois estados são importantes redutos opositores no país e, apesar da realização de conferências regionais de paz, o governo não consegue dialogar nestes locais.

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Manifestantes que se queixam da elevação brusca dos preços e da escassez de produtos prometeram continuar nas ruas até Maduro renunciar, embora haja poucos sinais de que os piores tumultos em uma década irão forçá-lo a entregar o cargo.

Os protestos começaram no mês passado, com manifestações esporádicas de universitários, e se intensificaram depois que três pessoas morreram após um comício no centro de Caracas no dia 12 de fevereiro.


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