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Telefones cada vez mais sofisticados tornam incontrolável os grupos radicais: ataca-se e opera-se no local e hora desejados

Com a globalização, o alto desenvolvimento dos meios de comunicação e a velocidade dos transportes aparentemente tudo está sob constante e atenta observação. Como se explica o misterioso desaparecimento do avião da Malásia , que desatou uma busca incessante a quilômetros do ponto em que se fez o último contato com o controle aéreo? Até agora, persiste o mistério. Sem a caixa preta, que registra, automaticamente, todos os instantes do voo, tudo permanece uma especulação.

Não se veem todos os detalhes do que acontece no mundo, apesar de centenas de satélites e demais instrumentos de observação.

Veja imagens sobre o voo da Malásia:

O fato de ser possível carregar telefones que literalmente substituem a necessidade de enciclopédias e dicionários corresponde a um mundo no bolso de cada um. Isso só tornou mais grave e incontrolável a arma que indivíduos de grupos radicais utilizam, o terrorismo. Ataca-se e opera-se no local e na hora desejados.

País algum, até agora, interferiu para suspender a guerra civil que abala a Síria , com mais de 100 mil mortos e milhões de refugiados. A matança continua apenas com a reação da imprensa internacional.

O Hezbollah  - chamado partido de Deus, dos xiitas que dominam o sul do Líbano - depois de unir forças com o presidente Bashar Al-Assad , espalhou-se ao longo das fronteiras com Israel no combate aos rebeldes sírios. Esse grupo tem o compromisso ideológico de arrasar o Estado Judeu exatamente como a liderança do Irã. É muito provável que esse quadro não tenha um final pacífico.

Ehud Barak, ex-premiê de Israel, ex-ministro de Defesa e ex-chefe do Estado Maior, prevê que “dentro de cinco anos, forças terroristas, como o Hezbollah, terão mísseis de alta precisão, podendo escolher quais edifícios israelenses abaterão. Em relação ao Irã, existem militantes hostis trabalhando em laboratórios e preparando armas de destruição em massa. Não podem deixar isso acontecer”.

O caso da Ucrânia com a Rússia ainda não se resolveu definitivamente. Será que, nem mesmo as grandes potências restantes têm estômago para o uso da força?

Foi pela velha diplomacia que israelenses e turcos acabaram se entendendo. Com Israel pagando indenização às vítimas da invasão de navio que transportava apoio moral a Gaza, cruzando as fronteiras marítimas de Israel. Não se conhece ainda o valor pago, mas voltarão à amizade. Em outros tempos, a solução teria sido violenta.

No fim da Segunda Guerra Mundial, Wendel Wilki, candidato republicano à presidência americana, escreveu livro dizendo que haveria um mundo só, todos em entendimento, uns com os outros. Não é preciso dizer o que aconteceu.

*Colaboração de Nelson Burd

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