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Ação acontece um dia após autoridades da Crimeia e o líder russo assinarem tratado para anexação da península pela Rússia

Ativistas pró-Rússia, alguns armados, invadiram o quartel-general da Marinha ucraniana no porto de Sevastopol, na Crimeia, e tomaram controle de ao menos algum setor da base sem enfrentar qualquer resistência armada. A cidade portuária abriga a Frota do Mar Negro da Rússia. Vários oficiais ucranianos deixaram o local, três bandeiras russas tremulam na frente do local e há informações de que o chefe da Marinha da Ucrânia, Serhiy Hayduk, foi detido.

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Oficiais ucranianos passam por homens armados ao deixar quartel-general de base naval em Sevastopol, Crimeia
Reuters
Oficiais ucranianos passam por homens armados ao deixar quartel-general de base naval em Sevastopol, Crimeia

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A ação, que aconteceu um dia depois de os líderes da península estratégica no Mar Negro terem assinado com a Rússia um tratado para que a área seja anexada pela Rússia , é o sinal mais claro até agora de que soldados russos, e as chamada unidades de "autodefesa" formadas na maioria por voluntários desarmados que apoiam os russos, começaram a tomar o controle de instalações militares ucranianas na região.

O tratado foi assinado dois dias depois de a Crimeia, cuja população é quase 60% de etnia russa, ter aprovado em referendo no domingo a separação da Ucrânia e a anexação pela Rússia . Autoridades da península e da Rússia dizem que a votação mostra o avassalador apoio público à entrada na Rússia, com 97% dos eleitores a favor.

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Mas o Ocidente e o governo ucraniano em Kiev dizem que o referendo - organizado em menos de duas semanas e boicotado por muitos das minorias ucraniana e tártara da Crimeia - foi ilegal, afirmando que seus resultados não serão reconhecidos. Nesta quarta-feira, a corte constitucional russa aprovou o tratado como legal.

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Há informações de que o ministro ucraniano da Defesa, Ihor Tenyukh, recebeu a ordem de ir à Crimeia em meio ao aumento das tensões. A agência de notícias russa Interfax citou o premiê da Crimeia, Sergei Aksyonov, que está em Moscou, afirmando: "Ninguém os deixará entrar na Crimeia; eles terão de retornar."

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Pouco após o incidente, o ministro interino da Defesa da Ucrânia, Ihor Tenyukh, disse em Kiev que as forças do país não vão se retirar da Crimeia apesar de o presidente russo, Vladimir Putin, ter assinado um tratado anexando a região à Rússia. O tratado deve ser aprovado pelo Parlamento russo em votação na sexta-feira.

Um oficial dentro da base de Sevastopol disse que cerca de 200 ativistas pró-Rússia quebraram as grades e entraram no local usando uma ambulância.

O destino dos militares ucranianos no complexo não está claro, uma vez que repórteres não foram autorizados a entrar na base e só podiam ver umas pequenas partes do local. Mas testemunhas disseram que não houve nenhum tiro disparado quando as forças pró-russas entraram.

Sanções

Na segunda, os EUA e a União Europeia impuseram sanções contra vários oficiais da Rússia e da Ucrânia acusados de envolvimento nas ações de Moscou na Crimeia. Bruxelas e a Casa Branca disseram que as sanções serão expandidas agora que o tratado de anexação foi assinado. Moscou alertou que isso é "inaceitável e não ficará sem ter consequências".

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A crise na Ucrânia começou em novembro, depois que o presidente pró-Rússia Viktor Yanukovych abriu mão de um acordo com a UE para criar vínculos mais próximos com Moscou. Ele fugiu de Kiev em 22 de fevereiro , depois de protestos deixarem mais de 80 mortos. A Crimeia faz parte da Ucrânia desde 1954, mas tem uma população predominantemente russa.

As forças pró-Rússia efetivamente tomaram controle da península no final de fevereiro, com homens armados capturando prédios, incluindo o Parlamento. O premiê regional foi destituído em 27 de fevereiro por um voto de não confiança e substituído pelo líder pró-Moscou Sergei Aksyonov, que chefia o pequeno partido da Unidade Russa, que convocou o referendo.

*Com Reuters e BBC

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