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Aeronave da Malaysian Airlines pode ter desaparecido em uma área que se estende por 7,5 milhões de quilômetros quadrados

BBC

O governo da Malásia anunciou que as buscas ao avião desaparecido da Malaysia Airlines agora abrangem uma área de 7,5 milhões de quilômetros quadrados - equivalente ao tamanho da Austrália. A busca pelo voo MH370, que desapareceu com 239 pessoas a bordo no dia 8 de março, se tornou uma das maiores na história da aviação e envolve 26 países.

Ontem: Suicídio do piloto é uma das hipóteses para desaparecimento de avião

Mulher não identificada com o rosto pintado em referência ao voo desaparecido da Malásia Airline posa em frente ao
AP
Mulher não identificada com o rosto pintado em referência ao voo desaparecido da Malásia Airline posa em frente ao "Muro da Esperança", na Malásia



Investigação:  Buscas se expandem da Austrália ao Casaquistão

Internacional

As buscas foram concentradas em dois grandes corredores aéreos o chamado corredor norte, que se estende da fronteira entre o Casaquistão e o Turcomenistão até o norte da Tailândia, e o corredor sul, que se alonga da Indonésia até o Oceano Índico. Policiais estão investigando a possibilidade de que a tripulação do avião, ou outras pessoas a bordo da aeronave, estariam envolvidas com o desaparecimento.

Um total de 153 cidadãos chineses estava a bordo do avião, que ia de Kuala Lumpur, na Malásia, a Pequim, na China. O embaixador chinês na Malásia, Huang Huikang, disse que as operações de busca no território chinês ao norte do corredor aéreo norte já foram iniciadas.

Ele afirmou ainda que checagens sobre os antecedentes dos passageiros não oferecem quaisquer provas de que os passageiros chineses estariam envolvidos com um possível sequestro da aeronave ou com um atentado terrorista. O governo da China disse ainda que está utilizando 21 satélites para auxiliar nas buscas.

Acompanhe o desaparecimento do avião na galeria de imagens

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Antecedentes

A polícia da Malásia está investigando a possibilidade de que a aeronave teria sofrido sequestro, sabotagem ou um ato de terrorismo. E ainda está investigando os antecedentes dos pilotos, de outros passageiros a bordo e de engenheiros de voo e pessoal ligado à manutenção do avião, para saber se sofriam de problemas mentais ou possíveis motivações políticas para cometer um atentado.

As autoridades Malásia acreditam que alguém a bordo do aeronave teria desligado duas peças de comunicação cruciais da aeronave. O sistema ACARS (sigla em inglês para Aircraft Communications Addressing and Reporting System), que permite a troca de mensagens curtas e simples por meio de radar e satélite entre o avião e autoridades em solo, foi desligado cerca de 25 minutos após a decolagem às 00h40 de sábado, dia 8 de fevereiro (horário local).

E o transponder do avião, um aparelho eletrônico que emite uma resposta com dados como, identificação, velocidade, altitude e posição da aeronave sempre que recebe um sinal de rádio-frequência, foi desligado após a última comunicação com o controle de tráfego aéreo da Malásia na fronteira do espaço aéreo da Malásia com o Vietnã sobre o Mar do Sul da China.

Às 1h19, o copiloto afirmou ao se comunicar com a torre de controle: "Tudo certo, boa noite". Às 1h37, a próxima transmissão ACARS deveria acontecer, mas não foi enviada.

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