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Tropa expulsa ativistas de sua 'fortaleza', a Plaza Altamira, em Caracas. Recentemente, Maduro disse que 'retomaria' o local

Reuters

Tropas venezuelanas invadiram uma praça de Caracas no domingo (16) para expulsar manifestantes que transformaram o local em uma fortaleza durante seis semanas de manifestações contra o presidente Nicolás Maduro.

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Guardas prendem manifestante durante conflitos entre ativistas e motociclistas em Los Ruices, Venezuela (março/2014)
AP
Guardas prendem manifestante durante conflitos entre ativistas e motociclistas em Los Ruices, Venezuela (março/2014)


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Soldados da Guarda Nacional usaram gás lacrimogêneo e canhões de água contra centenas de manifestantes que atiraram pedras e algumas bombas de gasolina antes de abandonarem a Plaza Altamira, em Caracas, palco de confrontos diários.

Alguns soldados em motocicletas cercaram os manifestantes na praça, segundo testemunhas. As tropas, em seguida, começaram a demolir as barricadas dos manifestantes, cumprindo a promessa de Maduro de retomar o controle do local.

"Nós vamos continuar liberando espaços tomados pelos manifestantes", disse Maduro, sucessor do falecido líder Hugo Chávez, em um comício pró-governo em Caracas no domingo.

Militantes da oposição e estudantes vêm pedindo aos venezuelanos para que saiam às ruas para protestar contra questões que vão desde a criminalidade e a escassez de produtos básicos à presença de assessores cubanos no Exército e em outras instituições estatais da Venezuela.

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No domingo, milhares marcharam em direção à base aérea militar Carlota, na última demonstração diária contra o governo socialista. Os protestos começaram no início de fevereiro.

"Eu passei cinco ou seis horas em uma fila apenas para comprar dois pacotes de farinha, ou duas garrafas de óleo de cozinha", disse o aposentado Pedro Pérez, de 64 anos, num comício da oposição. "Além disso, estou protestando contra a insegurança e as mentiras deste governo para os venezuelanos, trazendo soldados cubanos aqui... Este é um país sem governo, não podemos continuar assim."

Em mais um dia de manifestações em todo o país, milhares de partidários do governo também marcharam pacificamente em Caracas para elogiar as políticas de alimentação do governo. 

"Vamos fortalecer a fraternidade entre os povos da Venezuela e de Cuba", disse Maduro em resposta às palavras de ordem anti-Cuba da marcha da oposição.

A Venezuela fornece mais de 100 mil barris por dia de petróleo para Cuba, e é paga em parte pela presença de mais de 30 mil médicos, treinadores esportivos e outros profissionais da ilha caribenha comunista.

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