Tamanho do texto

Jovem foi ferido nos protestos do ano passado e morreu após ficar nove meses em coma. Erdogan culpa ativistas por 'caos'

O primeiro-ministro turco, Tayyip Erdogan, acusou manifestantes, nesta quinta-feira (13), de tentarem instaurar o caos para influenciar eleições locais após o pior dia de protestos na Turquia desde as manifestações contra o governo no ano passado.

Corrupção: Oposição pede que primeiro-ministro da Turquia seja investigado

Tropa de choque da polícia usa canhões de água e gás lacrimogêneo para dispersar milhares de pessoas durante funeral em Istambul, Turquia
AP
Tropa de choque da polícia usa canhões de água e gás lacrimogêneo para dispersar milhares de pessoas durante funeral em Istambul, Turquia


Punição:  Turquia ameaça tirar Facebook e YouTube do ar por divulgação de gravações

Na noite de quarta-feira (12), um homem foi morto por um tiro em Istambul e um policial sofreu um ataque cardíaco fatal no leste do país. Erdogan disse que os manifestantes "queimaram e destruíram" escritórios do partido governista AK em Istambul.

"Vocês deveriam ser democráticos, pró-liberdade. Estes são charlatães, que não têm nada a ver com a democracia, eles não acreditam nas urnas", disse Erdogan em cerimônia de inauguração de uma linha de metro na capital Ancara. "Eles estão dizendo vamos causar o caos e talvez nós tenhamos um resultado. Mas os meus irmãos em Ancara e a Turquia darão a resposta necessária em 30 de março (nas eleições locais)", acrescentou.

Erdogan descreve os confrontos, e um escândalo de corrupção em seu governo, como parte de um golpe antigovernamental que envolve forças nacionais e estrangeiras. Ele acusa o clérigo islâmico Fethullah Gulen, um ex-aliado, de usar sua influência na polícia e no Judiciário para manipular o inquérito contra ele.

Gulen nega as acusações. Os apoiadores do clérigo acusam Erdogan de conduta cada vez mais autoritária, comprometendo reformas liberais realizadas em seus primeiros anos de governo. A polícia entrou em confronto com manifestantes em várias cidades turcas na quarta-feira, enquanto era enterrado um adolescente ferido nos protestos de junho passado, cuja morte esta semana, depois de nove meses em coma, provocou uma nova onda de manifestações.

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.