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Comunicado emitido pela Casa Branca diz que referendo não terá efeito legal e ameaça novas sanções contra governo russo

Líderes do G7, em conjunto com o Conselho Europeu e da Comissão Europeia, exortou à Rússia nesta quarta-feira (12) que “cesse todos os esforços para mudar o status de Crimea contrários à lei ucraniana e de violação às leis de direito internacionais."

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Da esq. à dir., Olena Grygorii, Taras Firman, e Igor Ivaskiv, nativos de Ternopil, Ucrânia, em protesto contra a
AP
Da esq. à dir., Olena Grygorii, Taras Firman, e Igor Ivaskiv, nativos de Ternopil, Ucrânia, em protesto contra a "invasão da Ucrânia e agressão" pela Rússia (6/03)

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O comunicado, emitido pela Casa Branca, nos EUA, afirma que o referendo previsto para este final de semana "não teria nenhum efeito legal" e que é profundamente falho. Os líderes disseram que iriam tomar outras medidas, individual e coletivas, caso a Rússia tente anexar a Crimeia ao seu território.

A declaração foi realizada pelos líderes do Canadá, França, Alemanha, Itália, Japão, Grã-Bretanha e Estados Unidos.

Crise ucraniana

A OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte) enviou dois aviões de vigilância para sobrevoar a Polônia e a Romênia nesta quarta, a fim de monitorar a crise na vizinha Ucrânia. A aliança militar disse que dois aviões de reconhecimento do AWACS (Sistema Aéreo de Alerta e Controle, em tradução livre) decolaram de suas bases na Alemanha e Grã-Bretanha.

Os voos de vigilância não vão deixar o espaço aéreo de seus países membros - portanto, não cruzarão os céus nem da Ucrânia, nem da Rússia - segundo porta-voz da sede operacional da OTAN, na Bélgica.

“Os aviões podem observar mais de 300 mil quilômetros quadrados (115.000 milhas quadradas) e estarão de olho principalmente as atividades no ar e no mar”, disse o tenente-coronel Jay Janzen, acrescentando que uma aeronave AWACS já foi em uma missão de vigilância para a Romênia na última terça-feira (11) e que mais missões estão sendo planejadas.

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“Nossos aviões não deixarão o espaço aereo da OTAN”, Janzen disse. “Mesmo assim, podemos observar, dar uma boa olhada na região.”

Os 28 membros da Organização decidiram na última segunda-feira (10) intensificar a avaliação sobre uma possível ameaça que a crise ucraniana pode representar para OTAN por meio do envio de aviões.

A decisão vem após a implementação de aviões de combate norte-americanas para nações do Leste Europeu que fazem fronteira com a Rússia, como a Polônia e a Lituânia.

Janzen disse que os voos já haviam sido planejados como missões de treinamento antes mesmo da decisão da OTAN, mas mais aviões serão adicionados aos exercícios nos próximos dias. O avião enviado da base alemã para a Roménia é um AWACS E-3A e o que vai da Grã-Bretanha para a Polônia é um E-3B AWACS, segundo Janzen.

*Com AP 

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