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Autoridades questionam agentes de viagem; passageiros com passaportes austríaco e italiano não tinham aparência asiática

Autoridades questionaram nesta segunda-feira agentes de viagem de um resort de praia na Tailândia sobre dois homens que embarcaram com passaportes roubados no desaparecido avião da Malaysia Airllines , parte de uma crescente investigação internacional sobre o que eles faziam nesse voo. Quase três dias depois do Boeing 777 com 239 pessoas a bordo (227 passageiros e 12 tripulantes ) ter desaparecido na rota de Kuala Lumpur a Pequim, nenhum destroço foi visto nas águas do sudeste asiático.

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Membro da tripulação da Marinha indonésia observa águas na fronteira da Indonésia, Malásia e Tailândia durante buscas por avião (10/3)
AP
Membro da tripulação da Marinha indonésia observa águas na fronteira da Indonésia, Malásia e Tailândia durante buscas por avião (10/3)

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Dois dos passageiros viajavam com passaportes roubados na Tailândia e tinham passagens para prosseguir viagem posteriormente para a Europa, mas não se sabe se os dois homens têm alguma relação com o sumiço do avião. Criminosos e migrantes ilegais regularmente viajam com documentos falsos ou roubados.

O ministro dos Transportes da Malásia, Hishammuddin Hussein, afirmou que a informação biométrica e gravações das câmeras de segurança dos dois homens foram compartilhadas com agências de inteligência chinesas e dos EUA, que ajudam na investigação. Quase dois terços dos passageiros no voo eram da China.

Os passaportes roubados, um pertencendo a Christian Kozel, da Áustria, e outro a Luigi Maraldi, da Itália, entraram na base de dados da Interpol depois que eles foram levados na Tailândia em 2012 e 2013, disse a organização policial.

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Registros de reserva eletrônica mostram que passagens de ida com esses nomes foram emitidos na quinta-feira por uma agência de viagem no resort de praia de Pattaya, no leste da Tailândia. O coronel de polícia tailandês Supachai Phuykaeokam disse que essas reservas foram apresentadas à agência por uma outra agência de viagem em Pattaya, Grand Horizon. Oficiais da polícia e da Interpol questionaram os proprietários.

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O coronel policial Ratchthapong Tia-sood afirmou que a agência foi contatada por um iraniano conhecido como Kazem Ali para reservar os bilhetes para os dois homens. "Temos de verificar melhor a identidade desse Mr. Ali, porque é quase uma tradição usar apelidos quando se fazem negócios por aqui", afirmou.

Segundo autoridades, Ali afirmou que comprava as passagens para dois amigos que queriam retornar para sua casa na Europa. A reserva inicial foi feita por telefone, com o pagamento sendo feito em dinheiro por ele ou por alguém em seu nome.

A proprietária da agência de viagem, Benjaporn Krutnait, disse ao Financial Times acreditar que Mr. Ali não tenha nenhuma conexão com terrorismo porque ele encomendou as passagens mais baratas para a Europa e não especificou o voo de Kuala Lumpur a Pequim.

O chefe da polícia da Malásia foi citado pela mídia local dizendo que um dos dois homens havia sido identificado - algo que poderia acelerar a investigação. O chefe da aviação civil Azharuddin Abdul Rahman recusou-se a confirmar essa informação, mas disse que eles tinham uma aparência "não asiática", acrescentando que as autoridades avaliavam a possibilidade de que os homens tinham conexão com uma empresa de passaportes roubados.

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Chrisman Siregar (D) mostra foto do filho Firman que estava no voo desaparecido da Malaysia Airlines (8/3)
AP
Chrisman Siregar (D) mostra foto do filho Firman que estava no voo desaparecido da Malaysia Airlines (8/3)

Questionado por um repórter sobre qual era aparência dos dois, Rahman disse: "Você sabe de um jogador de futebol chamado (Mario) Balotelli? Ele é italiano. Sabe qual é a aparência dele?" Um repórter então perguntou: "Ele é negro?", e então o chefe da aviação respondeu: "Sim."

Cinco passageiros que fizeram o check in para o voo MH370 não embarcaram, e sua bagagem foi retirada do avião, disseram autoridades da Malásia. O ministro dos Transportes da Malásia disse que isso também estava sob investigação, mas não falou se era algo suspeito.

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Os esforços de busca, envolvendo ao menos 34 aviões e 40 navios de vários países, estão sendo ampliados para um raio de 185 km do ponto em que o avião sumiu das telas dos radares entre a Malásia e o Vietnã na madrugada de sábado sem nenhum sinal prévio de problemas.

As possíveis causas do aparente acidente incluem uma explosão, uma catastrófica falha no mortos, uma turbulência extrema, erro do piloto ou mesmo suicídio, de acordo com especialistas, muitos dos quais foram cautelosos em fazer especulações pelo fato de que ainda se sabe muito pouco.

No domingo, um avião vietnamita viu um objeto retangular que poderia ser uma das portas do avião , mas os navios não conseguiram localizá-lo. Nesta segunda, um avião de busca de Cingapura viu um objeto amarelo a 140 km a sudoeste da ilha de Tho Chu, mas descobriu-se mais tarde que era lixo marinho.

Funcionários marítimos da Malásia encontraram vazamentos de óleo no Mar do Sul da China , mas testes de laboratório descobriram que as amostras não eram de um avião, disse Azharuddin.

*Com AP

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