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TPI condena Germain Katanga por homicídios e saques durante ataque que matou cerca de 200 em vila há mais de uma década

Reuters

O ex-comandante de guerra congolês Germain Katanga foi condenado nesta sexta-feira por cumplicidade com crimes de guerra, incluindo homicídios e saques durante ataque a uma aldeia há mais de uma década.

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Imagens de Germain Katanga são transmitidas no Tribunal Penal Internacional em Haia, Holanda
AP
Imagens de Germain Katanga são transmitidas no Tribunal Penal Internacional em Haia, Holanda

O julgamento era visto como um teste para a capacidade dos promotores do Tribunal Penal Internacional, que em 12 anos de existência havia imposto apenas uma condenação e uma absolvição.

Os juízes concluíram que Katanga teve participação significativa no ataque de fevereiro de 2003 à localidade de Bogoro, numa região rica em diamantes no nordeste do Congo. Especificamente, o réu teria obtido as armas necessárias para acelerar o massacre de cerca de 200 civis.

"O momento do ataque e os métodos usados - o cerco à aldeia enquanto seus habitantes ainda dormiam, o uso de facões para atacá-los e os disparos indiscriminados com armas de fogo - levaram a câmara a concluir que os combatentes pretendiam ter como alvo a população civil", disse o juiz Bruno Cotte, que presidiu o processo.

Mas a condenação, ao final de seis anos de processo, foi polêmica. Em um voto vencido, a juíza Christine van den Wijngaerdt disse que a condenação de Katanga como mero cúmplice, depois de ele ser inicialmente acusado de desempenhar papel fundamental no ataque, indica que o julgamento não foi justo.

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