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Maduro acusa governo panamenho de favorecer intervenção estrangeira no país. Em comunicado, Panamá negou acusações

O governo do Panamá definiu como "ofensas inaceitáveis" as acusações feitas pelo presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, como argumento para romper relações diplomáticas com o país centro-americano na quarta-feira (5).

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O ministro de Relações Exteriores do Panamá, Francisco Alvarez de Soto, à esq., e o chanceler do Japão, Fumio Kishida, durante conferência (3/3)
AP
O ministro de Relações Exteriores do Panamá, Francisco Alvarez de Soto, à esq., e o chanceler do Japão, Fumio Kishida, durante conferência (3/3)


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"Rejeitamos como inaceitáveis as ofensas proferidas pelo presidente Nicolás Maduro contra nosso país e sua mais alta autoridade", disse o governo do Panamá em um comunicado.

Maduro disse que romperia as relações diplomáticas com o Panamá porque o país estava conspirando contra o governo para justificar uma intervenção estrangeira na Venezuela. Ele acusou o governo panamenho de ser um "lacaio" dos Estados Unidos, no que ele tem chamado, repetidamente, de uma conspiração para derrubar seu governo. 

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Por causa disso, o chanceler do Panamá, Francisco Alvarez de Soto, encurtou uma viagem oficial à Espanha e está voltando para casa após a Venezuela anunciar que romperia as relações diplomáticas com o país. Em mensagem no Twitter, Soto anunciou que estava a caminho após ter conversado com o presidente panamenho, Ricardo Martinelli.

A Embaixada do Panamá em Madri confirmou a decisão do chanceler e disse que ele deveria partir na manhã desta quinta-feira (6). Soto chegou na Espanha na terça-feira (4) e era esperado para se encontrar com seu homólogo espanhol mais tarde, ainda nesta quinta-feira.

*Com Reuters e AP

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