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Medida inclui restrição de vistos e congelamento de bens. Para a Casa Branca, vetos iniciam as sanções contra os 'pró-Rússia'

O governo do presidente Barack Obama impôs novas restrições de visto nesta quinta-feira (6) contra adversários pró-russos que se opõem ao novo governo da Ucrânia em Kiev, e abriu o caminho para futuras sanções financeiras, enquanto o Ocidente começa a punir Moscou por se recusar a tirar suas tropas da região ucraniana da Crimeia.

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Obama responde a pergunta de jornalista sobre Ucrânia durante encontro com primeiro- ministro israelense (3/03)
AP
Obama responde a pergunta de jornalista sobre Ucrânia durante encontro com primeiro- ministro israelense (3/03)


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Obama assinou a ordem que fala em congelamento de bens e restrições de vistos de viagens aos EUA contra os envolvidos em ações que ameacem a soberania e a integridade territorial da Ucrânia. O documento visa a punir russos e ucranianos responsáveis pela incursão russa na estratégica região ucraniana, uma crise que fez renascer tensões no estilo da época da Guerra Fria.

A ordem, disse a Casa Branca em um comunicado, é "uma ferramenta flexível que vai nos permitir impor sanções contra aqueles que estão mais diretamente envolvidos na desestabilização da Ucrânia, incluindo a intervenção militar na Crimeia, e não exclui novas medidas se a situação se deteriorar".

Essas novas restrições atingem um número não especificado e não identificado de pessoas e entidades que a administração de Obama acusa de ameaçar a soberania da Ucrânia e suas fronteiras territoriais.

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A ordem foi anunciada em Washington, como o secretário de Estado norte-americano, John Kerry, ressaltou durante reunião com o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Serguei Lavrov, em Roma, à margem de um fórum diplomático sobre a Líbia.

As sanções antecipadas penalizarão "aqueles que estão mais diretamente envolvidos em desestabilizar a Ucrânia, incluindo a intervenção militar na Crimeia, e não exclui novas medidas caso a situação se deteriore”, disse o comunicado da Casa Branca.

Crimeia

A Crimeia é uma península que abriga uma base naval russa e é histórica e culturalmente uma fortaleza da Rússia. Líderes do governo local agora tentam se separar da Ucrânia. Nesta quinta-feira (6), eles definiram que ema 16 de março haverá um referendo em que será decidido se a província deve ou não se tornar parte da Rússia.

*Com Reuters e AP

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