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Declaração de secretário de Estado dos EUA é feita no mesmo dia em que membro do Exército de Israel afirmou que Síria usou armas químicas repetidamente em conflito

O secretário de Estado americano, John Kerry, disse nesta terça-feira que a Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) precisa considerar o seu papel na crise síria, incluindo quão preparada está em termos práticos para responder a uma possível ameaça de armas químicas do regime de Bashar al-Assad.

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Secretário de Estado dos EUA, John Kerry, sorri enquanto conversa com mídia no fim de encontro do Conselho Otan-Rússia em Bruxelas
AP
Secretário de Estado dos EUA, John Kerry, sorri enquanto conversa com mídia no fim de encontro do Conselho Otan-Rússia em Bruxelas

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Kerry disse em uma reunião de ministros das Relações Exteriores da Otan, em Bruxelas, que o planejamento que a aliança já havia feito era apropriado e acrescentou: "Devemos também considerar cuidadosa e coletivamente como a Otan está preparada para responder para proteger seus membros de uma ameaça da Síria, incluindo qualquer potencial ameaça de armas químicas."

A Otan, a aliança militar de 28 países liderada pelos EUA, tem dito repetidamente que não tem intenção de intervir militarmente na guerra civil da Síria.

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No entanto, a Otan enviou baterias de mísseis Patriot para a vizinha Turquia para ajudar a defender o membro da aliança contra um possível ataque de mísseis da Síria.

Mais cedo nesta terça-feira, o principal analista de inteligência do Exército de Israel afirmou que as forças do governo sírio haviam usado armas químicas - provavelmente gás nervoso sarin - em sua luta contra os rebeldes que tentam derrubar Assad.

Em reação à declaração, o porta-voz da Casa Branca, Jay Carney, disse que os EUA não concluíram que o governo sírio usou armas químicas contra seu próprio povo, acrescentando que é difícil determinar quando essas armas são usadas. Ele afirmou que os EUA continuam preocupados com relatos de que essas armas foram utilizadas.

O presidente dos EUA, Barack Obama, classificou o uso de armas químicas como uma " linha vermelha " para os Estados Unidos, indicando que isso desencadearia uma ação não especificada dos EUA.

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O secretário-geral da Otan, Anders Fogh Rasmussen, disse que a Otan está "extremamente preocupada com o uso de mísseis balísticos na Síria e o possível uso de armas químicas".

*Com Reuters

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