Mourão participa de cúpula com países da Amazônia e pede união contra pressão

Presidente não participou de cúpula organizada pelo governo da Colômbia porque estava em feira sobre nióbio em Campinas.

Foto: Bruno Batista /VPR
Mourão participa de cúpula com países da Amazônia e pede união contra pressão

vice-presidente Hamilton Mourão conclamou os países amazônicos a se unirem para enfrentar pressões "sem bases científicas" na Conferência do Clima das Nações Unidas, a COP-26, que será realizada em Glasgow a partir do dia 30 de outubro. Mourão representou o presidente Jair Bolsonaro na III Cúpula Presidencial pela Amazônia. O presidente não participou do evento, que ocorreu de forma remota, porque estava a caminho de Campinas, onde participará de uma feira sobre nióbio.

Além de Mourão, participaram também o presidente da Colômbia, Ivan Duque, e o presidente do Equador, Guillermo Lasso, além de outros representantes de países que têm territórios na Floresta Amazônica.

Em seu discurso, Mourão ressaltou a redução no desmatamento observada em agosto deste ano em relação a agosto do ano passado, de mais de 30%. O vice-presidente, entretanto, afirmou que alguns países tentam colocar nas nações amazônicas a responsabilidade pelas ações necessárias para reverter as mudanças climáticas.

"Ao se aproximarem as conferências sobre mudanças climáticas e sobre a biodiversidade, e frente a pressões sem bases científicas que buscam indevidamente transferir a nossos países a responsabilidade pelas ações necessárias para reverter os processos nocivos das mudanças climáticas e da perda de biodiversidade, devemos nos articular e nos unir para que a voz dos países em desenvolvimento, em particular a de nós, amazônicos, se escute de maneira clara e coerente", afirmou Mourão.

Mourão defendeu ainda a importância de conciliar a preservação do meio ambiente com o desenvolvimento da população que vive na região, por meio do acesso a mais oportunidades de emprego e renda.

"Mais que qualquer outro grupo de países, estamos comprometidos com o bem estar de toda a população amazônica, das comunidades indígenas e tradicionais aos trabalhadores urbanos, dos agricultores familiares aos empresários", afirmou.