Tamanho do texto

Pessoas com mais de 60 anos somam apenas 13,2% da população e têm uma taxa de 21,8 óbitos em acidentes a cada 100 mil habitantes nessa faixa etária

Principal causa de morte de idosos no trânsito de São Paulo são os atropelamentos, seguido de acidentes com carros
Marcos Santos/USP Imagens
Principal causa de morte de idosos no trânsito de São Paulo são os atropelamentos, seguido de acidentes com carros

Pessoas com mais de 60 anos são as que mais correm risco no trânsito. De acordo com análise do Observatório Paulista de Trânsito, do Departamento Estadual de Trânsito de São Paulo (Detran - SP), os idosos representam uma taxa de 21,8 óbitos em acidentes a cada 100 mil habitantes nessa faixa etária.

LEIA MAIS:  Preconceito etário pode causar problemas físicos e mentais em idosos

O índice dos  idosos é o maior do Estado, seguido do grupo entre 15 a 29 (21,6), das vítimas entre 30 e 44 (19,8) e 45 a 59 (18,6). De acordo com os dados do Detran, disponibilizados pelo DataSUS em 2014, a taxa de mortalidade de todo o Estado é de 17,1 a cada 100 mil habitantes.

Como a população com mais de 60 anos representa apenas 13,2% da população paulista, em números totais de óbitos o grupo fica em quarto lugar, com 1.198 mortes. Neste caso, os jovens entre 15 e 29 anos são as maiores vítimas: 2.283. Em seguida vem a população entre 30 a 44 anos, com 2.038 casos, e 45 a 59 anos, 1.446.

Tipo de acidentes

A principal causa de mortes de idosos no trânsito são os atropelamentos: 49,2%. Em quase 20% dos casos a vítima estava como ocupante do veículo. A análise também considerou dados de 2015 referentes às internações. Mais de 43% dos pacientes foram feridos após serem atropelados, seguido por motociclistas (19,2%).

Pensando nos casos de morte nas ruas de São Paulo, o governo do Estado lançou em agosto uma campanha impactante para conscientizar motoristas . O vídeo sobre atropelamento foi representado justamente por um idoso.

Segundo o Detran, há 1.386.332 motoristas idosos em São Paulo – renovação da CNH, neste caso, é feita a cada 3 anos
Pixabay
Segundo o Detran, há 1.386.332 motoristas idosos em São Paulo – renovação da CNH, neste caso, é feita a cada 3 anos

Gerente do Observatório Paulista de Trânsito, Antonio Oka afirmou que é importante haver políticas públicas voltadas para a melhoria da infraestrutura urbana e da sinalização para evitar problemas como estes no trânsito paulista. O especialista alertou ainda que as pessoas devem fazer sua parte sempre usando a faixa de segurança para atravessar as ruas e não esquecendo do cinto de segurança.

Motorista idoso

Apesar de não haver uma idade limite para conseguir uma carteira de motorista, o Observatório Paulista de Trânsito aconselha motoristas mais velhos a evitarem dirigir à noite e ao amanhecer, ter cuidado ao realizar ultrapassagens, sempre que possível dirigir por trajetos de curta duração e evitar trajetos complicados ou em condições meteorológicas adversas.

LEIA MAIS:  Pessoas com diabetes devem deixar de dirigir no início do tratamento

Segundo o Detran, há 1.386.332 motoristas com mais de 65 anos no Estado de São Paulo. Neste caso, a renovação da Carteira Nacional de Habilitação dos idosos deve ser feita a cada três anos ou em período menor, de acordo com a avaliação médica.