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Segunda maior causa de mortes no trânsito de São Paulo registrou 729 vítimas entre janeiro e junho, ante 879 no mesmo período do ano passado

De acordo com dados do Infosiga, as maiores vítimas de atropelamento no trânsito foram homens (72%) e idosos (33%)
Cesar Ogata/ Secom
De acordo com dados do Infosiga, as maiores vítimas de atropelamento no trânsito foram homens (72%) e idosos (33%)

O número de óbitos de pedestres por atropelamento caiu 17% no primeiro semestre de 2016. A segunda maior causa de mortes no trânsito de São Paulo registrou 729 vítimas no Estado até junho, sendo que no mesmo período do ano passado foram 879. Os dados são do Sistema de Informações Gerenciais de Acidentes de Trânsito de São Paulo (Infosiga).

De acordo com dados do Sistema de Informações Gerenciais de Acidentes de Trânsito de São Paulo (Infosiga), as maiores vítimas do trânsito eram homens (72%) e idosos (33%). A coordenadora do Movimento Paulista de Segurança no Trânsito, Silvia Lisboa, afirma que os pedestres são foco das ações para reduzir o número de mortes no Estado. "Não existe curso de pedestre como existe curso que ensina a dirigir. A questão é mudar o comportamento das pessoas, principalmente por meio de ações educativas."

Também serão mapeados os pontos mais críticos para que sejam criadas soluções pontuais, como instalação de passarelas e melhorias na iluminação e sinalização. No ponto da Rodovia Raposo Tavares próximo à Sorocaba, por exemplo, o número de mortes de pedestres caiu de sete para dois após instalação de seis passarelas ao longo de dez quilômetros.

A melhora foi registrada principalmente em Itanhaém (89%), Praia Grande (84%) e Atibaia (71%).

Botucatu tem o trânsito mais perigoso

Município que fica a 240 km da capital, Botucatu tem o maior índice de mortalidade no trânsito paulista. Segundo levantamento feito pelo jornal “Estado de S. Paulo” com base nos dados do Infosiga, a cidade tem uma taxa anual de 41,5 óbitos por 100 mil habitantes.

Levando em consideração todo o território de São Paulo, o número de mortes no trânsito caiu 8% no primeiro semestre de 2016, mas, analisando apenas Botucatu, os registros subiram 250%, passando de 8 para 28 mortes.

O secretário municipal de Trânsito, Rodrigo Luiz Gomes Fumis, atribui à topografia urbana, com muitos aclives e declives, e ao excesso de veículos o maior risco a acidentes.

A taxa de mortalidade no trânsito também é alta em Barretos, Franco da Rocha e Jacareí, mas, em número total de mortes, a capital paulista aparece na liderança, com 476 registros – o número é 20,5% menor que o do primeiro semestre de 2015.

*Com informações do Estadão Conteúdo