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Coletivos rodaram, em média, a 19,3 km/h nos dias úteis, mas meta da Prefeitura é de 25 km/h para garantir condições ótimas de trafegabilidade

Corredor que registrou maior velocidade é o que leva moradores de Parelheiros, na zona sul, à região de Santo Amaro
Luciano Claudino/Código19/Estadão Conteúdo
Corredor que registrou maior velocidade é o que leva moradores de Parelheiros, na zona sul, à região de Santo Amaro

A velocidade nos corredores de ônibus de São Paulo subiu 5% em 2015. Os coletivos rodaram, em média, a 19,3 km/h nos dias úteis. No ano anterior, o índice era de 18,4 km/h. A meta da prefeitura é fechar 2016 com 25 km/h nas vias exclusivas.

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Os dados foram publicados pelo Tribunal de Contas do Município no Diário Oficial da Cidade. O balanço leva em consideração informações relativas a 16 corredores de ônibus . Não foram computados o Expresso Tiradentes, por ser uma via elevada, e o novo corredor da Avenida Professor Luís Carlos Berrini, inaugurado em dezembro

O corredor que registrou a maior velocidade em 2015 é o que leva moradores de Parelheiros, no extremo sul da cidade, à região de Santo Amaro: 22,8 km/h no horário de pico da manhã.  Já os passageiros que pegam as faixas que vão do Jardim Ângela, também na zona sul, para Santo Amaro são os que mais sofrem com a lentidão: 15,2 km/h no pico da tarde.

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Na tarde desta quarta-feira (3), o prefeito Fernando Haddad (PT) afirmou que 2016 já apresenta melhora na lentidão e que "em pouquíssimo tempo, São Paulo vai estar em condições ótimas de trafegabilidade". Dados mais recentes da SPTrans, empresa que administra os coletivos da cidade, apontariam que a velocidade média já está em 23 km/h, mas o índice ainda não foi repassado ao Tribunal de Contas.

A SPTrans classifica como “rápidos” os ônibus que estão acima de 20 km/h. Entre 15 km/h e 20 km/h a velocidade é “moderada”, sendo “lentos” aqueles com índice abaixo de 15 km/h. Deste modo, apenas sete corredores são rápidos.

O secretário municipal de Transportes, Jilmar Tatto, afirma, porém, que essa metodologia passa por uma revisão. "Nós colocamos o corredor rápido como acima de 20 km/h, mas há vias em que, por características próprias, não há como o ônibus ter essa velocidade média. Pegue a Avenida Paulista, por exemplo. Com todos os semáforos e pontos de parada mesmo à noite os ônibus não conseguem ter essa velocidade."

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O engenheiro de trânsito Luiz Célio Bottura, ex-ombudsman da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), faz ressalvas ao raciocínio. "O que é preciso medir para testar a eficiência do sistema não é a linha, ou um trecho. É ver quanto tempo dura a viagem do cidadão da hora em que ele sai de casa até a hora em que chega ao destino. A viagem pode ser rápida, mas ele pode ter ficado muito tempo parado, esperando o ônibus chegar", afirma.

*Com informações do Estadão Conteúdo