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Consumidores reclamam que frentistas estão abastecendo o veículo com gasolina aditivada mesmo quando o motorista não pede pelo combustível

A famosa pergunta sobre o nível do óleo deve ser recebida com desconfiança pelos motoristas, já que é raro ficar baixo
Rafael Neddermeyer/ Fotos Públicas
A famosa pergunta sobre o nível do óleo deve ser recebida com desconfiança pelos motoristas, já que é raro ficar baixo

Após denúncia de motoristas paulistanos, que estavam se sentindo prejudicados na hora de abastecer o carro em postos de gasolina, o Procon de São Paulo divulgou uma série de medidas que podem ajudar a evitar dores de cabeça e um gasto extra na hora de fazer o pagamento.

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Consumidores reclamam que frentistas estão abastecendo o veículo com gasolina aditivada mesmo quando o motorista não pede pelo combustível mais caro. Para que isso não aconteça, o melhor é descer do carro e ficar de olho no tipo de combustível que está sendo usado. A pessoa também deve prestar atenção em quantos litros foram colocados, se o valor cobrado na bomba é o mesmo que anunciado e se o preço confere com o do caixa.

Se o problema é qualidade do combustível, o consumidor pode pedir que seja feito o “teste da proveta”, que vai medir a quantidade de etanol na gasolina. A validade também não pode exceder três meses no depósito do posto.

Álcool de má qualidade

Motorista deve verificar o nível do tubo transparente onde passa o combustível. É pelo densímetro que é possível perceber a quantidade de água no álcool. Nesse caso, o máximo permitido é de 5%. O etanol deve ser límpido e isento de impurezas. Se estiver laranja, é sinal de adulteração.

Vamos trocar o óleo?

Quem costuma abastecer o carro sabe que uma das perguntas que os frentistas mais fazem é sobre o nível do óleo. Salvo casos de vazamento, o Procon alerta que é raro o nível ficar baixo. O melhor é seguir a data de troca que vem descrita no manual do veículo.

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Muito importante também é ficar atento às datas de validade de produtos automotivos como óleos lubrificantes, fluídos de freio e aditivos, já que quando ficam “velhos” passam a absorver umidade e perdem suas características.

Normas a serem seguidas

Segundo o Procon, os postos são obrigados a informar na entrada do estabelecimento os valores que são praticados. A bomba deve conter selo do Instituto Nacional de Metrologia Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro) e possuir lacre para evitar a instalação de dispositivos fraudulentos – muitas que não trazem a aprovação chegam a abastecer até 20% menos por litro.