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De acordo com informações da agência Xinhua, a maior parte das infecções pela doença transmitida pelo Aedes aegypti foram registradas no sul do País

Mosquito Aedes aegypti, transmissor da zika e chikungunya, gera problemas não só no Brasil e Vietnã, mas em todo mundo
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Mosquito Aedes aegypti, transmissor da zika e chikungunya, gera problemas não só no Brasil e Vietnã, mas em todo mundo

Tran Dac Phu, chefe do Departamento Geral de Medicina Preventiva do Ministério da Saúde do Vietnã, informou nesta terça-feira (29) que ao menos 93 casos de infecção por zika vírus foram confirmados em nove pontos do País.

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De acordo com informações da agência chinesa Xinhua, a maior parte das infecções pela zika foram registradas no sul do Vietnã . A doença se desenvolveu em um surto macio, afirmou Phu à agência de notícias estatal vietnamita VNA.

Dentre os pacientes com a doença está um menino de apenas quatro meses que sofre com microcefalia. A suspeita é que a malformação tenha ocorrido por conta da infecção.

Combate

A previsão é que o número de casos de zika vírus só aumentem daqui pra frente. Segundo Phum, o ministério construiu um plano para responder à doença em três cenários.

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O governo deverá manter a atualização sobre a situação da doença na região e continuar a informar a população em relação ao vírus. O objetivo é minimizar a propagação da infecção na comunidade e prevenir o problema entre as mulheres grávidas.

Primeiros casos

Em abril deste ano, duas mulheres vietnamitas foram as primeiras infectadas pelo zika vírus no país asiático. O anúncio foi feito pelo Ministério da Saúde local.

As duas apresentavam quadro de saúde estável, segundo as autoridades, mas uma delas tinha 64 anos e a outra, 33 anos. Na época, a mais jovem estava grávida de oito semanas informou a imprensa local.

Brasil

Se no último ano o que mais assustou os brasileiros foi o surto da zika e a sua relação com a microcefalia, no próximo é a chikungunya que poderá tirar o sono da população . Os casos confirmados da doença já aumentaram 15 vezes de 2015 para 2016, passando de 8.528 para 134.910, enquanto os suspeitos cresceram dez vezes: de 26.763 para 251.051.

Ao todo, 138 mortes pela doença foram registradas nos seguintes estados: Pernambuco (54), Paraíba (31), Rio Grande do Norte (19), Ceará (14), Bahia (5), Rio de Janeiro (5), Maranhão (5), Alagoas (2), Piauí (1), Amapá (1) e Distrito Federal (1).

Ambas as arboviroses são transmitidas pelo Aedes aegypti, e tanto as autoridades do Vietnã quanto as brasileiras precisam encontrar formas de combater o inseto.

*Com informações da Agência Brasil

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