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De acordo com o Ministério da Saúde, casos confirmados da arbovirose já aumentaram 15 vezes de 2015 para 2016, passando de 8.528 para 134.910

Dengue, zika e chikungunya são transmitidas pelo Aedes aegypti, e as formas de prevenção são quase as mesmas
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Dengue, zika e chikungunya são transmitidas pelo Aedes aegypti, e as formas de prevenção são quase as mesmas

Se no último ano o que mais assustou os brasileiros foi o surto da zika e a sua relação com a microcefalia, no próximo é a chikungunya que poderá tirar o sono da população. O ministro da Saúde, Ricardo Barros, anunciou nesta quinta-feira (24) que o governo prevê aumento significativo da infecção em 2017.

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Os casos confirmados de chikungunya já aumentaram 15 vezes de 2015 para 2016, passando de 8.528 para 134.910, enquanto os suspeitos cresceram dez vezes: de 26.763 para 251.051.

Ao todo, 138 mortes pela doença foram registradas nos seguintes estados: Pernambuco (54), Paraíba (31), Rio Grande do Norte (19), Ceará (14), Bahia (5), Rio de Janeiro (5), Maranhão (5), Alagoas (2), Piauí (1), Amapá (1) e Distrito Federal (1).

Atualmente, 855 cidades brasileiras estão em situação de alerta ou de risco de surto das três arboviroses, segundo levantamento feio pelo ministério. Depósitos de água como toneis, tambores e caixas d'água foram os principais tipos de criadouro do mosquito registrados nas regiões Nordeste e Sul. No Sudeste, predominou o depósito domiciliar, categoria em que se enquadram vasos de plantas, garrafas, piscinas e calhas. No Norte e no Centro-Oeste, a maioria dos focos foi encontrada no lixo.

Dengue

Doença transmitida pelo mosquito Aedes aegypti e que os brasileiros conhecem bem, a dengue teve uma queda de 5,5% no número de casos este ano, comparado ao mesmo período do ano passado: foram 1.458.355 ocorrências até 22 de outubro deste ano e 1.543.000 casos até a mesma data em 2015.

Entre as regiões do país, o Sudeste e o Nordeste apresentam o maior número de casos, com 848.587 e 322.067, respectivamente. Em seguida, aparecem o Centro-Oeste (177.644), o Sul (72.114) e o Norte (37.943).

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O estudo registrou ainda 601 mortes pela doença este ano, ante 933 no mesmo período de 2015 – uma redução de 35,6%. Também reduziram pela metade os casos de dengue grave, que passaram de 1.616 para 803, e a quase um terço os casos de dengue com sinais de alarme, que caíram de 20.352 para 7.730.

Zika

Foram identificados 208.867 casos prováveis de zika no país até o dia 22 de outubro. O número representa uma taxa de incidência de 102,2 casos para cada 100 mil habitantes. Foram confirmadas ainda três mortes pela doença este ano, além de 16.696 casos prováveis de infecção entre gestantes.

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O Sudeste tem a maior parte de casos prováveis (83.884), seguido pelo Nordeste (75.762), Centro-Oeste (30.969), Norte (12.200) e Sul (1.052).

Como as notificações de casos ao Ministério da Saúde se tornaram obrigatórias em fevereiro deste ano, diferente da dengue e chikungunya, não há comparações com anos anteriores.

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