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Daniel Guimarães/ A2img/ Fotos Públicas - 24.06.2016
Pessoas que receberem a vacina brasileira contra dengue serão acompanhadas pelas equipes médicas por cinco anos

A terceira e última etapa de testes da vacina brasileira contra dengue  foi iniciada nesta sexta-feira (7) em sua 10ª cidade. Após os moradores de Cuiabá, em Mato Grosso, receberem as amostras, o imunizante também deverá ser enviado para Belo Horizonte, em Minas Gerais, Recife, em Pernambuco, e Brasília, no Distrito Federal.

A vacina contra dengue foi desenvolvida pelo Instituto Butantan, em São Paulo. A fase que antecede a aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) conta com a participação de 17 mil voluntários em 14 centros de pesquisas de 13 municípios brasileiros. Já receberam a vacina moradores de Manaus (AM), Boa Vista (RR), Porto Velho (RO), São Paulo, São José do Rio Preto (SP), Fortaleza (CE), Aracaju (SE), Porto Alegre (RS) e Campo Grande (MS).

Apenas em Cuiabá, cerca de 1,2 mil pessoas de 2 a 59 anos devem participar do estudo na Universidade Federal do Mato Grosso. Caso o imunizante tenha resultado positivo nesta etapa e seja aprovado pela Anvisa, poderá ser produzido em larga escala e disponibilizado para as campanhas de vacinação da rede pública.

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“Nós acreditamos muito no sucesso dessa vacina. [...] Uma vacina brasileira, produzida para o SUS, é a grande esperança para o controle da dengue e, certamente, irá reduzir o sofrimento da população”, afirmou o médico pesquisador Cor Jesus Fontes, responsável pela pesquisa em Cuiabá.

Estudo

Os moradores que receberem a vacina serão acompanhados pelas equipes médicas por cinco anos para verificar a eficácia do imunizante. O medicamento foi desenvolvido em parceria com os Institutos Nacionais de Saúde dos Estados Unidos e possui vírus vivos, mas geneticamente enfraquecidos.

 “Com os vírus vivos, a resposta imunológica tende a ser mais forte, mas, como estão enfraquecidos, eles não têm potencial para provocar a doença. A vacina deve proteger contra os quatro sorotipos da dengue com uma única dose”, explica o diretor do Instituto Butantan, Jorge Kalil.

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Do total de voluntários, 2/3 receberão a vacina e 1/3 receberá placebo, uma substância com as mesmas características da vacina, mas sem os vírus, ou seja, sem efeito. A partir do acompanhamento médico será possível verificar se quem tomou a vacina ficou protegido e quem tomou o placebo contraiu a dengue.

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