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Presidente dos Estados Unidos, Barack Obama pediu US$ 1,9 bilhão em fundos emergenciais, mas Congresso saiu em recesso sem aprovar medida

Desde o final do mês passado, região de Miami já registrou mais de 35 casos locais de transmissão do zika vírus
Fábio Mota/Agência Estado
Desde o final do mês passado, região de Miami já registrou mais de 35 casos locais de transmissão do zika vírus

 O prefeito de Miami, Philip Levine, e a democrata Debbie Wasserman Schultz afirmaram nesta segunda-feira (22) que são necessários mais recursos federais para combater a propagação da zika no sul da Flórida, Estados Unidos. Desde o final do mês passado, a região vem registrando casos locais de transmissão do vírus .

Com a declaração, os dois pretendem pressionar o Congresso americano a voltar do recesso de verão para tratar de assuntos relacionados ao surto da zika em Miami. Em fevereiro, o presidente Barack Obama pediu US$ 1,9 bilhão em fundos emergenciais para desenvolver uma vacina e controlar os mosquitos que transmitem o vírus, porém os congressistas ainda não aprovaram o pedido.

A candidata democrata à presidência dos Estados Unidos, Hillary Clinton, já havia feito um apelo aos membros do Congresso para um financiamento emergencial  para testes, tratamentos e pesquisas sobre a doença.

Surto na Flórida

Autoridades temem que a transmissão local da zika na Flórida seja mais forte do que se imaginava. O primeiro foco de Aedes aegypti foi encontrado em um bairro ao norte do centro de Miami, mas alguns casos foram registrados fora dessa região.

Um novo ponto no condado de Miami-Dade passou a ser investigado, mas o Departamento de Saúde da Flórida encerrou os trabalhos no local. “Foram determinados como casos isolados sem transmissão adicional ou conexão com áreas de transmissão ativa”, diz nota publicada.

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De acordo com o departamento, 37 pessoas foram infectadas com vírus dentro do território nacional – dois a mais do que semana passada. Outros 494 moradores contraíram a doença após viajarem a países que sofrem com a epidemia e, dentre todos os casos, 69 envolvem mulheres grávidas.

Preocupação

Como o vírus em gestantes pode causar problemas neurológicos nos fetos, como a microcefalia, os Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos emitiram no início do mês uma nota alertando mulheres grávidas a não viajarem para a Flórida. Se elas são moradoras, é preciso se proteger das picadas, usando repelente e mosquiteiro, além de outros cuidados.

*Com informações do Estadão Conteúdo