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Ao menos 80 voluntários entre 18 e 35 anos de idade vão participar da pesquisa, que vai ocorrer nas cidades de Bethesda, Baltimore e Atlanta

Primeira fase vai avaliar segurança e capacidade do produto realmente ser um imunizante capaz de prevenir a infecção
Osnei Restio/ Prefeitura de Nova Odessa
Primeira fase vai avaliar segurança e capacidade do produto realmente ser um imunizante capaz de prevenir a infecção

O Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas dos Estados Unidos anunciou o início dos testes em humanos de uma vacina contra o zika vírus. A primeira fase vai avaliar a segurança e a capacidade do produto realmente ser um imunizante capaz de prevenir a infecção.

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Ao menos 80 voluntários saudáveis entre 18 e 35 anos de idade vão participar da pesquisa, que vai ocorrer nas cidades de Bethesda, Baltimore e Atlanta. A vacina americana contra zika foi desenvolvida por cientistas do Centro de Pesquisa em Vacinas.

De acordo com o diretor do instituto, Anthony Fauci, os testes em animais foram animadores. "Estamos contentes por podermos, agora, seguir com esses estudos iniciais em pessoas. Embora vá levar algum tempo até que uma vacina contra o vírus esteja comercialmente disponível, o início desse estudo é um importante passo adiante."

A vacina utiliza uma técnica de DNA, que é promessa para o futuro. O paciente recebe um amostra que contém proteína do vírus, e a expectativa é a de que o organismo reaja criando uma resposta imune.

Segundo Fauci, os primeiros resultados devem estar disponíveis até o final do ano. Caso os testes sejam positivos, na próxima fase o imunizante será enviado para estudo em países endêmicos, como os da América Latina, em 2017. A vacina deve ser usada primeiro por mulheres em idade reprodutiva, já que a infecção durante a gestação pode causar malformação no feto .

Há também outro imunizante sendo fabricado pelo laboratório americano Inovio em parceria com a GeneOne Life Sciences, da Coreia do Sul. No dia 20 de junho, foi anunciado que o medicamento está liberado para testes em humanos.

Transmissão local

Na última semana, os Estados Unidos anunciaram que 14 pessoas foram infectadas com o vírus por mosquitos locais . Até então, a transmissão só havia sido registrada por contato sexual ou fora do País.

Os casos ocorreram na mesma região de Miami, na Flórida, onde há maior presença do vetor do vírus, o Aedes aegypti. Apesar dos pacientes apresentarem quadro ativo para a zika, nenhum precisou ser internado.

*Com informações da Agência Brasil e Estadão Conteúdo

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