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São baixas as chances de um surto de zika nas Olimpíadas, de acordo com estudo do CDC, órgão do governo americano

Zika nas Olimpíadas: CDC dos Estados Unidos não acredita em surto da doença no Rio
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Zika nas Olimpíadas: CDC dos Estados Unidos não acredita em surto da doença no Rio

O Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos Estados Unidos publicou nessa quarta-feira (13) um relatório dizendo que o risco global de um surto de zika nas Olimpíadas é baixo.

No entanto, o CDC alertou que os Jogos poderiam levar a doença a países que ele ainda não chegou. As observações do CDC dão suporte à conclusão que a Organização Mundial de Saúde (OMS) chegou no mês passado: não há necessidade de adiamento dos Jogos do Rio por um possível surto de zika nas Olimpíadas .

A análise do CDC mostra que os visitantes esperados a comparecer aos Jogos Olímpicos, que devem somar de 350 mil a 500 mil, representam menos de 0,25% de todos os turistas que viajaram em 2015 para áreas afetadas pelo vírus no mundo.

"A contribuição relativa da Olimpíada é realmente muito pequena" afirmou Martin Cetron, diretor da divisão do CDC que cuida de migração global e quarentena. Além disso, Cetron ressaltou que o Aedes aegypti , mosquito que transmite o vírus, deve estar em baixa durante os Jogos, já que o evento acontecerá durante o inverno, entre os dias 5 e 21 de agosto.

Preocupação

Há meses, cientistas e atletas têm mostrado preocupação com a realização dos Jogos Olimpícos no Rio de Janeiro por causa dos recentes casos de zika vírus na capital fluminense.

Em junho, um grupo de cientistas fez uma carta pedindo para que a Organização Mundial da Saúde e o Comitê Olímpico Internacional adiassem as Olimpíadas ou mudassem a sede dos Jogos. Apesar da pressão, a OMS garantiu a segurança de atletas, turistas e moradores quanto ao surto do vírus durante as competições e se negou a pedir o adiamento do evento ao COI .

A organização baseia sua decisão em estudos e projeções sobre a ploriferação do vírus durante as Olimpíadas. Pesquisas feitas no Brasil e no exterior apontam que o risco de uma epidemia entre turistas e atletas é muito baixo .

Medidas

Por outro lado, o governo brasileiro planeja uma série de medidas para diminuir qualquer risco de surto de zika nas Olimpíadas. Entre elas, está a compra em larga quantidade de um teste rápido para detecção do vírus , tecnologia desenvolvida por um laboratório baiano.

*Com Estadão Conteúdo

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