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Departamento de Saúde e Serviços Humanos americano vai acompanhar 10 mil mulheres em diversos países com o vírus

Acompanhamento será feito mensalmente no pré-natal e continua até o primeiro ano da criança
Foto: André Borges/ Agência Brasília
Acompanhamento será feito mensalmente no pré-natal e continua até o primeiro ano da criança

O Ministério da Saúde anunciou, na noite desta terça-feira (21), uma parceria com cientistas americanos para um estudo sobre os efeitos do zika vírus em mulheres grávidas e em fetos. O acompanhamento de 4 mil brasileiras deve ser iniciado nos meses de julho e agosto em Salvador, Rio de Janeiro, Recife e Ribeirão Preto.

A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) será a principal responsável por conduzir a análise em solo brasileiro. Quem comanda o estudo, que já teve início em Porto Rico, é o Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos Estados Unidos.

Ao todo, 10 mil grávidas com mais de 15 anos, não necessariamente infectadas pelo vírus, serão acompanhadas a partir do 1º trimestre de gestação em diversos países onde há circulação do zika.

A partir daí, os pesquisadores vão avaliar as consequências de possíveis infecções. O acompanhamento será realizado mensalmente durante o pré-natal, e as voluntárias precisarão passar por exames semanais por até seis semanas após o parto. Os recém-nascidos serão avaliados 48 horas após o parto e, depois, de três em três meses até completar um ano.

Os cientistas irão documentar a frequência de abortos espontâneos, nascimentos prematuros, ocorrência de microcefalia, malformações do sistema nervoso e outras complicações.

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