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Diretora-geral da OMS disse que epidemia de zika na América Latina é consequência de falhas na tentativa de prover acesso universal a políticas de planejamento familiar

Agência Brasil

Para diretora-geral da OMS, proliferação do zika é consequência de falhas no combate ao Aedes
Fábio Mota/Agência Estado
Para diretora-geral da OMS, proliferação do zika é consequência de falhas no combate ao Aedes

A diretora-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Margaret Chan, afirmou que a proliferação do zika vírus, o ressurgimento da dengue e a ameaça emergente da febre chikungunya são o preço a ser pago pelo mundo por uma política fracassada adotada nos anos 70 e que deixou de lado o controle de mosquitos.

Durante cerimônia de abertura da 69ª sessão da Assembleia Mundial da Saúde, nesta segunda-feira (23), Chan disse ainda que a epidemia de zika na América Latina e no Caribe se revela como uma consequência extrema de falhas na tentativa de prover acesso universal a políticas de planejamento familiar. Segundo a diretora-geral, a região registra a maior taxa de gestações não planejadas em todo o mundo.

“No caso do Zika, fomos novamente pegos de surpresa, sem nenhuma vacina confiável ou testes de diagnóstico amplamente disponíveis. Para proteger as mulheres em idade fértil, tudo o que podemos oferecer são conselhos. Evitem picadas de mosquito. Prorroguem a decisão de engravidar. Não viajem para áreas onde há transmissão contínua do vírus", afirmou.

“A confirmação de uma ligação causal entre a infecção e a microcefalia transformou o perfil do Zika de uma doença considerada leve a um diagnóstico devastador para mulheres grávidas e uma ameaça significativa para a saúde global”, concluiu a diretora da OMS.

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