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Balanço aponta que, desde outubro, foram notificados 7.343 casos; 203 ocorrências tiveram teste positivo para o zika vírus

Agência Brasil

Microcefalia é uma malformação congênita, em que o cérebro não se desenvolve de maneira certa
DIEGO HERCULANO/BRAZIL PHOTO PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO
Microcefalia é uma malformação congênita, em que o cérebro não se desenvolve de maneira certa

O Ministério da Saúde confirmou nesta quarta-feira (4) que, até o último sábado (30), 1.271 bebês nasceram com microcefalia e outras alterações do sistema nervoso por causas infecciosas em todo o Brasil.

Foram notificados 7.343 casos suspeitos, dos quais 2.492 já foram descartados e 3.580 continuam sob investigação para diagnóstico conclusivo. Os dados são de registros feitos a partir de outubro de 2015, quando a microcefalia começou a ter notificação obrigatória pela pasta.

Das ocorrências confirmadas, apenas 203 tiveram confirmação laboratorial para o zika vírus. No entanto, o Ministério da Saúde destacou que esse dado reflete um número inferior à totalidade da quantidade de casos relacionados ao vírus. Para a pasta, a maior parte dos registros foi causada pelo zika, mas isso ainda não foi comprovado em laboratório.

Desde outubro, foram registradas 267 mortes suspeitas de microcefalia ou alterações do sistema nervoso central durante a gestação ou após o parto. Desse número, 57 foram confirmados para as malformações, 32 foram descartadas e outras 178 ainda estão sendo investigadas.

Malformação

A microcefalia é uma malformação congênita, em que o cérebro não se desenvolve de maneira adequada. Além dela, já se sabe que a infecção pelo zika em gestantes também pode ocasionar problemas na visão, no coração e outros problemas neurológicos no feto. A doença pode ser causada por diversos agentes infecciosos além do vírus, como sífilis, toxoplasmose, rubéola, citomegalovírus e herpes viral.

Zika vírus

Transmitido por um mosquito já bem conhecido dos brasileiros, o Aedes aegypti , o zika começou a circular no Brasil em 2014, mas teve os primeiros registros feitos pelo Ministério da Saúde apenas em maio de 2015. O que se sabia sobre a doença, até o segundo semestre do ano passado, era que sua evolução seria benigna e que os sintomas seriam mais leves do que os da dengue e da febre chikungunya, também transmitidas pelo mesmo vetor.

No entanto, em novembro de 2015, a pasta confirmou que quando gestantes são infectadas pelo vírus, podem gerar crianças com microcefalia, que pode vir associada a danos mentais, visuais e auditivos. Pesquisadores confirmaram que a Síndrome de Guillain-Barré – condição neurológica que provoca fraqueza muscular e pode gerar paralisia em alguns membros do corpo, podendo levar o paciente à morte – também pode ser ocasionada pelo zika. 

A chegada do vírus ao Brasil elevou o número de nascimentos de crianças com microcefalia de 147, em 2014, para ao menos 1.271 casos de outubro do ano passado a 30 de abril deste ano.

Saiba mais sobre o zika vírus e a microcefalia:


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