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A partir desta quarta-feira, medida do perímetro cefálico será diferente para cada sexo; casos investigados chegam a 4.231

Algumas mães que foram picadas pelo Aedes e infectadas pelo zika tiveram bebês microcéfalos
DIEGO HERCULANO/BRAZIL PHOTO PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO
Algumas mães que foram picadas pelo Aedes e infectadas pelo zika tiveram bebês microcéfalos

O Ministério da Saúde informou que irá adotar, a partir desta quarta-feira (9), novas medidas para identificar bebês que podem ter nascido com microcefalia. Segundo o novo boletim epidemiológico divulgado pela pasta, são 6.158 casos notificados da doença desde 22 de outubro de 2015, quando o balanço foi iniciado. Dessas ocorrências, 745 foram confirmadas – sendo que 88 tiveram resultado positivo para o zika vírus – e 4.231 continuam em investigação. 

Uma das novas regras adotadas é a mudança na medida do perímetro cefálico. Antes, qualquer bebê que tivesse o cérebro com tamanho igual ou inferior a 32 cm, era considerado como um caso suspeito da malformação. A partir desta quarta, haverá diferenças entre o sexo masculino e feminino. Para meninos, a medida será igual ou menor a 31,9 cm e, para meninas, 31,5 cm.

Segundo o ministério, a mudança de parâmetro no perímetro cefálico está de acordo com recomendação anunciada recentemente pela Organização Mundial da Saúde (OMS). O objetivo seria uma padronização das referências para todos os países, valendo para bebês nascidos com 37 ou mais semanas de gestação. 

"A nova regra vai evitar que crianças normais entrem nas estatísticas e que as mães fiquem preocupadas", disse o coordenador de Vigilância e Respostas às Emergências, Wanderson Oliveira. Caso uma criança nasça com perímetro cefálico dentro do estabelecido e apresente algum problema posteriormente, ela será acompanhada pela pediatria, informou o coordenador. As notificações já recebidas anteriormente não serão descartadas.

Durante coletiva de imprensa, também foi falado sobre as prevenções contra o zika vírus, que é transmitido pelo mosquito Aedes aegypti , também vetor da dengue e febre chikungunya. O ministro da Saúde, Marcelo Castro, declarou que as grávidas, preferencialmente, e parceiros que estiveram em regiões endêmicas devem usar camisinha durante o sexo. Além disso, eliminar os possíveis focos de reprodução do Aedes é essencial para evitar as três doenças.

Veja onde o Aedes se esconde – ele pode estar mais perto do que você imagina!


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