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No caso de grávidas com suspeita de infecção ou de mortes por zika, anúncio deve ser feito imediatamente; chikungunya e dengue já estavam na lista de doenças que são notificadas

Zika vírus é transmitido pelo mosquito Aedes aegypti, também vetor da dengue e chikungunya
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Zika vírus é transmitido pelo mosquito Aedes aegypti, também vetor da dengue e chikungunya

A partir desta quinta-feira (18), casos de zika vírus entraram para a lista de doenças de notificação obrigatória no Brasil. A portaria, publicada na terça-feira (17) no Diário Oficial da União, prevê que todos as ocorrências deverão ser comunicadas semanalmente às autoridades sanitárias.

No caso de gestantes com suspeita de infecção ou de mortes por zika, a notificação deverá ser imediata, ou seja, feita por profissionais de saúde em até 24 horas, às secretarias estaduais e municipais de saúde.

A lista traz 48 doenças, agravos e eventos de saúde que precisam ser notificados obrigatoriamente. Dengue e febre chikungunya, doenças também transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti, assim como o zika, já faziam parte da relação.

O Ministério da Saúde informou que a mudança é resultado de uma análise dos métodos de acompanhamento do zika vírus no Brasil. Até então, a infecção era monitorada por meio do Sistema de Vigilância Sentinela, para prestar apoio à medidas de prevenção contra a doença.

A decisão de tornar a notificação obrigatória foi tomada em parceria com Estados e municípios, além de especialistas. “Os profissionais de saúde de todo o Brasil estão sendo orientados sobre a medida por meio dos diversos canais de comunicação de rotina, como videoconferências, e-mails, ofícios e contatos diretos”, destacou o ministério.

*Com Agência Brasil

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