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Padeiro em Alagoas relata o trauma e a luta contra a síndrome que afeta os músculos e pode ter relação com surto de zika

BBC

Após 15 sessões de plasmaferese, o padeiro conseguiu recuperar quase todos os movimentos
Reprodução
Após 15 sessões de plasmaferese, o padeiro conseguiu recuperar quase todos os movimentos

Entre os muitos casos de zika vírus e febre chikungunya no município de Olho D'Água do Casado, interior de Alagoas, está o do padeiro Claudio Marzio. Ele teve as duas doenças e, depois da chikungunya, foi também um dos mais de 40 casos de síndrome Guillain-Barré no Estado em 2015.

A síndrome é uma doença do sistema nervoso de caráter autoimune, ou seja, ocorre quando as defesas do organismo são mais intensas do que o necessário e passam a atacar partes do corpo.

É uma reação rara a agentes infecciosos como vírus (que pode ser o zika) e bactérias. Os principais sintomas são fraqueza muscular e paralisia dos músculos.

Claudio foi internado com apenas o movimento dos olhos. Passou nove dias na UTI, fez 15 sessões de plasmaferese (procedimento que substitui o plasma do sangue e retira de circulação os anticorpos responsáveis por atacar o sistema imunológico e causar a síndrome) e recuperou praticamente todos os movimentos.

As únicas sequelas foram uma leve paralisia na musculatura no lado esquerdo do rosto e o trauma causado pela doença. "Pensei que fosse morrer. Achei que ia ficar paralisado para o resto da vida", conta. Pouco mais de dois meses após deixar o hospital, ele continua fazendo sessões semanais de fisioterapia, mas está de volta à vida normal.

Veja o vídeo abaixo:

'Pensei que ficaria paralisado pelo resto da vida', diz paciente de Guillain-Barré


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