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Dois casos foram confirmados pelo serviço de Saúde australiano; autoridades encontraram insetos em aeroporto

Saguão de um dos terminais do Aeroporto Internacional de Sydney, maior cidade do país
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Saguão de um dos terminais do Aeroporto Internacional de Sydney, maior cidade do país

Dois australianos foram diagnosticados com o zika vírus ao retornarem de viagens do Caribe, confirmou o serviço de Saúde do país, nesta terça-feira (2). As autoridades também anunciaram que foram encontrados no aeroporto internacional da cidade de Sydney mosquitos Aedes aegypti , espécie que transmite a doença – além de chikungunya e dengue.

A confirmação vem um dia depois de a Organização Mundial de Saúde (OMS) declarar estado de emergência mundial devido à proliferação do vírus, apontado como responsável por centenas de casos de microcefalia em fetos de mulheres infectadas com o vírus. Previsões mais otimistas apontam que uma vacina contra o zika estará disponível em ao menos três anos.

A recomendação da OMS é que gestantes evitem áreas afetadas pelo mosquito, especialmente nas Américas do Sul e Central, e se protejam com repelentes seguros e roupas longas para evitar as picadas do mosquito. 

De acordo com o Departamento de Saúde do estado de New South Wales, onde está situada a cidade de Sydney, os dois diagnosticados com o vírus retornavam do Haiti, país que confirmou seu primeiro caso da doença há pouco mais de duas semanas.

As autoridades locais amenizaram a situação. "Os mosquitos não estão estabelecidos aqui, então é muito improvável que haja transmissões no estado", explicou em comunicado Vicky Sheppeard, diretor do centro de doenças do estado.

Assim como nos EUA, ainda não foram registrados casos autóctones do vírus no país.

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