
A boca de urna foi a ocorrência mais registrada pelas forças de segurança durante o primeiro turno das eleições de 2026. Ao todo, foram 361 casos, o equivalente a 31,8% das 1.134 ocorrências contabilizadas na operação montada para acompanhar a votação .
Os dados estão no 7º boletim da Operação de Segurança das Eleições, divulgado pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública. Do total de ocorrências, 1.078 foram classificadas como crimes eleitorais.
A propaganda eleitoral irregular ficou em segundo lugar, com 331 registros, ou 29,2% do total. Em seguida aparecem os casos de compra de votos ou corrupção eleitoral, com 125 ocorrências, correspondentes a 11%.
O levantamento também registra 81 outros crimes eleitorais, além de 53 casos de desobediência a ordens da Justiça Eleitoral e 47 ocorrências de desordem que atrapalharam os trabalhos durante a votação. Houve ainda 38 registros de violação ou tentativa de violação do sigilo do voto.
Minas Gerais teve mais ocorrências
Entre os estados, Minas Gerais concentrou o maior número de registros, com 141 ocorrências . Depois aparecem Rio Grande do Sul, com 104, Paraná, com 102, Pará, com 80, e Santa Catarina, com 76.
Entre as cidades, Caruaru (PE) foi a que teve mais registros, com 16 ocorrências. Manaus aparece na sequência, com 12, enquanto Belo Horizonte e Vitória do Xingu (PA) tiveram 11 cada.
Além dos crimes eleitorais, o boletim reúne ocorrências de crimes comuns, crimes contra candidatos e situações registradas em locais de votação ou apuração.
O levantamento é o sétimo divulgado pela Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), órgão ligado ao Ministério da Justiça e Segurança Pública, dentro da operação montada para acompanhar a segurança das eleições de 2026.