Flávio Bolsonaro inicia campanha à Presidência com comício no Rio

Candidato do PL ao Planalto espera reunir eleitores e apoiadores em Copacabana, com trio elétrico, marcando o início da corrida eleitoral

Flávio Bolsonaro no Rio
Foto: Cadu Barbosa/iG
Flávio Bolsonaro no Rio

O senador Flávio Bolsonaro (PL) chegou à praia de Copacabana (RJ) por volta das 11h30, deste domingo (16). Entre políticos e apoiadores estava também o deputado federal pelo Partido Liberal (PL)ex-ministro da Saúde do governo Bolsonaro durante a pandemia da Covid-19 e general da reserva do Exército Brasileiro, Eduardo Pazzuelo .

"Nós somos resilientes e não vamos arredar o pé um milímetro. Vocês são a nossa razão de estar aqui e não vamos desistir por vocês" , disse Pazzuelo que também ressaltou a importância do eleitorado feminino nas eleições.

Depois, uma mensagem escrita pelo ex-delegado da Polícia Federal, ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (ABIN), ex-deputado federal e, atualmente, foragido da justiça brasileira, Alexandre Ramagem, foi lida. No texto, Ramagem diz que "se tivéssemos uma máquina do tempo, onde gostaríamos de estar? Eu voltaria 4 anos e teria trabalhado mais, orado mais, jejuado mais para evitar a eleição do Lula. Se não fosse isso o país não estaria do jeito que está, o Bolsonaro não estaria preso… então vamos trabalhar tudo o que podemos agora para eleger o Flávio Bolsonaro” .

Já em cima do trio elétrico, Flávio acompanhou ainda os discursos de outros apoiadores. Um dele foi o senador Carlos Portinho (PL).

"Hoje começa um novo capítulo pro Brasil. Sem censura e com libertade pro brasileiro voltar a poder falar, se manifestar, ser feliz e ter segurança. Não vamos suportar mais quatro anos. E vamos dar anistia aos exilados políticos".

Outro político do Rio de Janeiro que discursou foi o deputado federal Carlos Jordy (PL). "Estamos vivendo os piores anos da nossa história. Uma tragédia econômica, inflação, impostos, população endividada. A segurança pior da história, Lula na cena do crime com seu filho nos maiores escândalos da corrupção . É também a pior perseguição política da nossa história" .

O presidente nacional do Partido Liberal (PL), também marcou presença. Valdemar Costa Neto não polpou elogios aos políticos do partido e falou que esteve no Rio para cumprir uma missão do "capitão" que é "eleger o Flávio" e prometeu a maior marcha do país no dia 7 de setembro. Por último, antes do discurso principal, quem falou foi o candidato a vice de Flávio Bolsonaro, Alfredo Gaspar (PL), que pediu para "mandar um recado ao crime organizado” e destacou que em virtude das ameaças, Flávio estava usando um colete à prova de balas.

Quando finalmente começou a discursar, Flávio Bolsonaro defendeu o porquê a sua escolha é a melhor para o Brasil.

"Porque eu vou enfrentar esse sistema e o Brasil vai vencer. o Brasil quer mudança! O Brasil vai vencer porque eu vou organizar essas contas e vou tirar o Brasil do vermelho. Eu vou fazer um tesouraço a partir de janeiro do ano que vem. Vai ser corte nos impostos, corte na burocracia. Corte na corrupção, corte nos carguinhos dos petistas que tão lá mamando na teta. PCC, Comando Vermelho e Milícias vão ser classificados como terroristas" .

Flávio Bolsonaro no Rio
Foto: Cadu Barbosa/iG
Flávio Bolsonaro no Rio


Público feminino

Depois da polêmica com a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e da tentativa de escolher uma mulher para ser sua vice, Flávio tentou se aproximar do público feminino durante o discurso.

"Eu vou proteger as mulheres desse Brasil. Quem agride mulher covardemente vai ficar preso. Abusador, estuprador de mulher e de criança, vai mofar na cadeia e só vai sair depois que fizer castração química. Vamos que Brasil vai vencer porque eu vou ter a legitimidade de vocês para fazer tudo isso" .

Ressaltou também que o único candidato capaz de negociar de igual para igual com outros países. "Sou o único candidato que tem credibilidade e tem capacidade de resgatar a credibilidade do Brasil perante o mundo. Porque eu sou o único que pode sentar com os Estados Unidos,  com a China, com o Israel, com o Oriente Médio, com a Índia e com a Argentina e fazer os melhores e maiores acordos comerciais pelo bem da nossa nação" .

E sem atacar diretamente o Supremo Tribunal Federal (STF), disse que poderá indicar 4 ministros para a mais alta corte do judiciário brasileiro. "Eu vou indicar quatro ministros do Supremo Tribunal Federal, homens e mulheres, homens e mulheres que serão contra o aborto. Homens e mulheres que serão contra a liberação das drogas. Homens e mulheres que não vão perseguir adversário político. Homens e mulheres que voltarão a respeitar a Constituição. Homens e mulheres que darão segurança jurídica do nosso país" .

O proxímo compromisso do candidato do PL é nesta segunda-feira (17), em Minas Gerais.