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Ferrenho opositor do impeachment, ministro da Integração Nacional no governo Lula diz que candidato carioca não faz parte da ala de Temer na sigla

Possível presidenciável em 2018, Ciro Gomes  disse que  apoio ao candidato do PMDB que critica ultrapassa divergências
TV Real/Repdodução
Possível presidenciável em 2018, Ciro Gomes disse que apoio ao candidato do PMDB que critica ultrapassa divergências

Apesar de já ter chamado o PMDB de quadrilha, o ex-ministro Ciro Gomes (PDT) decidiu anunciar apoio ao candidato da legenda à prefeitura do Rio, Pedro Paulo – deputado federal que, diferentemente do ex-ministro de Luiz Inácio Lula da Silva, é favorável ao impeachment de Dilma Rousseff (e votou contra a petista no plenário da Câmara).

Possível candidato do PDT à Presidência da República em 2018, Ciro Gomes  justificou que o apoio ao candidato do PMDB ultrapassa suas divergências com a legenda. No entanto, ressaltou que a “quadrilha” da sigla, que já declarou ser liderada pelo presidente em exercício Michel Temer, “continua a mesma”. “Pedro Paulo não é parte dela. Se fosse, eu não estaria aqui”, afirmou, durante o ato de apoio na sede do PDT.

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“Prioridade”

Para o candidato à prefeitura carioca, a aliança é uma prova de que a cidade consegue produzir consenso. “Temos de unir as divergências, não há qualquer incompatibilidade nisso. A questão é o que hierarquizar como prioridade. Essa união está estabelecendo como prioridade o avanço do Rio", disse ele.

Pedro Paulo, candidato a prefeito do Rio,  afirmou que vai trabalhar para que o PMDB e o PDT fortaleçam a união
Facebook/Reprodução
Pedro Paulo, candidato a prefeito do Rio, afirmou que vai trabalhar para que o PMDB e o PDT fortaleçam a união


Paulo afirmou que vai trabalhar para que PMDB e PDT fortaleçam a união e chegou até a declarar apoio a Gomes na disputa pela Presidência da República de 2018. O ex-ministro de Lula, no entanto, desconversou: “Foi uma expressão de carinho, mas eu não tenho a menor ilusão nem a necessidade de misturar nada agora. Essa aliança é absolutamente improvável, por um não querer recíproco”.

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“Em uma eleição ultrafederativa e ultrapartidária, como é a municipal, temos a obrigação de escolher o melhor para a cidade. Estou muito seguro de que o melhor para o Rio, e pouco importa se há contradição da política nacional, é o Pedro Paulo”, apontou Gomes.

Cidinha Campos (PDT), candidata a vice de Pedro Paulo, destacou que a aliança em relação à prefeitura é restrita ao município. Ela também declarou ser contrária ao impeachment. “Acho que a presidente não cometeu nenhum crime e está sendo julgada de uma forma precipitada", resumiu.

*Com informações do Estadão Conteúdo

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