Tamanho do texto

No começo deste ano, reitoria demitiu 271 pessoas que estavam aposentadas e continuavam na ativa

Um funcionário da Universidade de São Paulo (USP) fez um protesto pacífico nesta segunda-feira na saída da segunda prova da segunda fase da Fuvest – vestibular que seleciona estudantes para a universidade.

Faixa de protesto contra reitor João Grandino Rodas por conta de recentes demissões de funcionários na USP
Marina Morena Costa
Faixa de protesto contra reitor João Grandino Rodas por conta de recentes demissões de funcionários na USP
Distribuindo panfletos anônimos com o título “USP ameaçada”, o texto questiona o corte de 271 funcionários aposentados que estavam na ativa e que não receberam “explicação ou aviso prévio”. No dia 4 de janeiro, a reitoria publicou um comunicado no qual esclarecia os motivos do desligamento dos funcionários. Para a direção da USP é necessária “a renovação de quadros, de forma a dar oportunidade de crescimento para as pessoas que estão na universidade e a possibilidade de novas contratações”.

O panfleto questiona por que 90% dos funcionários são contratados via Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT) em vez de concurso público. Segundo o texto, a maioria dos dispensados tinha entre 50 e 70 anos e trabalhava em áreas utilizadas pela comunidade, como escola de aplicação e hospital veterinário. A reitoria afirma que todos os 271 demitidos não tinham feito concurso público e estavam aposentados pelo INSS.

No domingo, primeiro dia da segunda fase, funcionários protestaram em frente à Faculdade de Educação da USP, local de prova da Fuvest, e colocaram faixas contra o reitor, João Grandino Rodas.

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.