Estudo: USP tem 284 cientistas entre os mais citados do mundo

Pesquisa de Stanford coloca a universidade como lider entre as brasileiras, com 18,8% dos brasileiros inclusos; Unicamp e Unesp também estão na lista

Praça do Relógio na Cidade Universitária da USP
Foto: divulgação/Usp
Praça do Relógio na Cidade Universitária da USP

Pesquisa realizada pela Universidade Stanford, nos Estados Unidos, coloca a  Universidade de São Paulo (USP) como a instituição brasileira que mais conta com pesquisadores entre os mais citados do planeta . No total, 284 nomes aparecem na lista de “impacto anual” da nona edição da Updated science-wide author databases of standardized citation indicators (Base internacional de indicadores padronizados de citação por autor), elaborada pelo pesquisador John P. A. Ioannidis.

A pesquisa avalia o desempenho científico com base nas citações recebidas ao longo de 2025 e, de acordo com o levantamento, a USP concentra 18,8% dos cientistas brasileiros presentes na lista. No total, o Brasil soma 1.510 perfis, contra 1.461 que foram citados na edição anterior, um aumento de cerca de 3,4% .

Paulistas na frente

Depois da USP, aparecem a  Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), com 105 pesquisadores, e a Universidade Estadual Paulista (Unesp), com 87. Juntas, as três estaduais paulistas somam 476 nomes, ou 31,5% do total nacional.

Dentro da USP, a maior concentração de pesquisas está no ramo de Medicina Clínica, com 129 dos 284 pesquisadores. Logo depois, aparece a área de Biologia que conta com 26 nomes, seguida de Química, com 25; Agricultura, Pesca e Florestas aparecem logo depois, com 24. O ramo de pesquisa Biomédica também se destaca, com 21 nomes.

Entre as subáreas citadas, a Odontologia lidera, com 19 pesquisadores. Sistema Cardiovascular e Hematologia somam 13 nomes, e Química Analítica, 11. Outras áreas como Psiquiatria, Neurologia, Agronomia, Imunologia, Química Medicinal e Entomologia também são citadas.

Seguindo as brasileiras mais bem colocadas, a lista geral apresenta a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), com 64 pesquisadores, e as federais do Rio Grande do Sul (UFRGS) e do Rio de Janeiro (UFRJ), com 63 cada. A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e a Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) registram 35 pesquisadores cada.


Ranking de carreira

O estudo traz ainda uma segunda tabela, que mede o impacto acumulado ao longo de toda a trajetória dos cientistas até o fim de 2025. Nela, a USP também lidera no país, com 267 pesquisadores entre os 1.304 brasileiros selecionados, o equivalente a 20,5% do total .

Segundo a pesquisa, 154 cientistas da universidade aparecem nas duas listas simultaneamente . Somando os nomes de ambas, a USP tem 397 pesquisadores distintos reconhecidos nesta edição.

No recorte histórico, a USP é seguida novamente pela Unicamp, que traz 99 pesquisadores, logo em seguida aparecem UFRJ (74), Unesp (60), UFRGS (56), UFMG (54), Fiocruz (43) e Unifesp (34).

Como funciona o levantamento

O levantamento analisa indicadores de citações de pesquisadores de vários países e áreas do conhecimento. A edição atual usa perfis da plataforma Scopus, recolhidos no dia 1º de agosto de 2026; enquanto os indicadores de carreira vão até o fim de 2025, a tabela anual considera apenas as citações recebidas neste ano.

O principal critério avaliado é o “c-score”, que mede o impacto científico dos pesquisadores e universidades através das citações, e não apenas pela quantidade de publicações. O cálculo leva em conta o padrão de coautoria e a posição do pesquisador nos artigos, como autor único, primeiro ou último autor.