Pela primeira vez, Unicamp aprova sistema de cotas e uso da nota do Enem

Medidas aprovadas pela instituição passam a valer a partir de 2019; 25% das vagas da universidade serão reservadas para autodeclarados pretos e pardos
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Unicamp: Conselho Universitário também aprovou a criação do Vestibular Indígena; saiba todas as novidades

A Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) aprovou nesta terça-feira (21), por meio do Conselho Universitário (Consu), o uso da nota do Enem, entre outros mecanismos, que flexibilizam o ingresso de estudantes nos cursos de graduação da instituição.

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Entre as medidas aprovadas pela Unicamp estão a adoção de um sistema de cotas étnico-raciais que reserva 25% das vagas disponíveis para candidatos autodeclarados pretos e pardos e a criação do Vestibular Indígena. O objetivo da iniciativa, segundo reitor Marcelo Knobel, é fazer com que a sociedade se veja representada na instituição. As medidas serão aplicadas a partir de 2019.

De acordo com Knobel, a universidade deu um passo importante ao estabelecer novas formas de ingresso nos cursos de graduação que combinam “mérito, justiça social, equidade e diversidade”. A instituição vai criar a Secretaria de Ações Afirmativas, Diversidade e Equidade, que será responsável pelo acompanhamento e permanência estudantil, e a elaboração de editais.

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Além das cotas étnico-raciais e do Vestibular Indígena, o Consu também aprovou mudanças no Programa de Ação Afirmativa e Inclusão Social (PAAIS), criado em 2004. Uma das novidades é a concessão de bonificação [20 pontos na primeira e segunda fase do Vestibular] também aos candidatos que cursaram o Ensino Fundamental II em escola pública. No modelo atual, o PAAIS confere pontuação adicional somente aos candidatos que fizeram o Ensino Médio em escola pública.

Enem

O Consu aprovou ainda a oferta parcial de vagas por meio do Exame Nacional de Ensino Médio ( Enem ) e não pelo Sistema de Seleção Unificado (SISU), como constava originalmente na proposta de resolução formulada pelo Grupo de Trabalho (GT Ingresso), constituído pelo próprio Conselho para analisar novas vias de entrada nos cursos de graduação.

A designação de vagas para os melhores colocados em olimpíadas e competições de conhecimento foi outro ponto aprovado, assim como a recomendação para que a universidade promova estudos para a expansão do Programa de Formação Interdisciplinar Superior (ProFIS) para as cidades da Região Metropolitana de Campinas (RMC) e os municípios de Piracicaba e Limeira.

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A pró-reitora de Graduação, professora Eliana Amaral, afirmou que as medidas aprovadas pela Unicamp ajudarão a qualificar ainda mais as atividades de ensino, pesquisa e extensão no âmbito da instituição. “A diversidade é um substrato fundamental para a universidade. Olhares e experiências diferentes ajudam a ciência a formular soluções criativas e inovadoras para os problemas que ela investiga”, afimou.

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