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Estado recebeu mais de 240 mil inscrições; saída de instituições particulares e retorno de alunos afastados da sala de aula foram responsáveis pela alta

Rio de Janeiro: alta está relacionada ao aumento de estudantes que migraram de escolas particulares para as públicas
Tânia Rêgo/Agência Brasil
Rio de Janeiro: alta está relacionada ao aumento de estudantes que migraram de escolas particulares para as públicas

A busca por vagas na rede estadual de ensino do Rio de Janeiro bateu recorde este ano: foram 240.792 matrículas para 2017. Em 2016, 220.498 estudantes se matricularam. Os dados foram divulgados nesta terça-feira (27) pelo governo do estado.

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A alta está relacionada ao aumento de 18,25% no número de estudantes que migraram de escolas particulares para as públicas do Rio de Janeiro :  para o ano letivo de 2016, houve 27.357 inscrições de alunos que estudavam na rede privada, enquanto para 2017, o número atingiu 32.350.

Além da migração da escola particular para a pública, a alta também está relacionada ao aumento de matrículas de estudantes que estavam afastados da sala de aula e decidiram voltar a estudar. Segundo o governo do Rio, em 2016, 3.852 alunos que estavam fora das salas de aula se inscreveram para voltar a estudar. Já para 2017, 13.524 candidatos nesta situação realizaram o cadastro pela internet.

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Os municípios com o maior número de inscritos foram Rio de Janeiro, Nova Iguaçu, Duque de Caxias, São Gonçalo, Belford Roxo, São João de Meriti, Campos dos Goytacazes, Niterói, Magé e Angra dos Reis.

Particular x Pública

O aperto no orçamento levou mais famílias a encaminharem os filhos de escolas particulares para a rede pública estadual do Rio de Janeiro. Segundo a Secretaria de Estado de Educação (Seeduc), para o ano letivo de 2016 houve 27.357 inscrições de alunos que estudavam na rede privada, enquanto para 2017, o número atingiu 32.350.

O secretário de Estado de Educação, Wagner Victer, destacou que este é um movimento que vem ocorrendo desde 2014 e, por isso, a Seeduc se preparou para receber os novos alunos, que este ano representaram uma demanda maior. Victer revelou que, dentro do planejamento para 2017, que durou quase seis meses, já havia a expectativa de crescimento na ordem de 15%.

“Estamos aptos a atender, em função até da otimização que a gente faz de turmas e de escolas. Tínhamos algumas escolas com salas ociosas, além da aplicação dos nossos recursos humanos. Vamos atender tranquilamente este crescimento que é um crescimento significativo”, disse.

Victer afirmou que a rede pública também tem se esforçado para melhorar o conteúdo e as condições de ensino para diminuir a diferença com a rede privada.

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De acordo com o secretário de Estado de Educação do Rio de Janeiro, nos últimos anos os dados têm mostrado que a distância tem se reduzido. “Há problemas também na rede privada e temos que trabalhar para, permanentemente, melhorar a rede pública. Mas temos também centros de excelência na rede pública. Na semana que vem vamos abrir vagas para 30 novas escolas em municípios muito pobres com ensino integral e voltadas para o empreendedorismo. Na maioria desses municípios sequer existe ensino privado em ensino integral”, afirmou.

* Com informações da Agência Brasil

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