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Alegando problemas de logística, instituto responsável pelo Enem decidiu remarcar a prova para a população privada de liberdade para 13/12 e 14/12

As provas do Exame Nacional do Ensino Médio  (Enem) 2016 foram adiadas para as 54.347 pessoas privadas de liberdade e jovens sob medida socioeducativa inscritos. As provas para esses candidatos serão aplicadas nos dias 13 e 14 de dezembro. Inicialmente, o exame estava marcado para os dias 6 e 7 de dezembro. A mudança está em edital publicado na edição desta sexta-feira (4) do "Diário Oficial da União".

Com a ocupação de escolas em protesto contra a reforma do ensino médio e contra a PEC do teto de gastos públicos, este ano os candidatos farão as provas do Enem em três datas diferentes. A maioria fará o exame neste sábado (5) e domingo (6). O Enem foi adiado para os dias 3 e 4 de dezembro para aqueles que iriam às provas em locais ocupados. O último balanço divulgado pelo Ministério da Educação e pelo Inep  indica que cerca de 240 mil candidatos farão as provas nessa data . Em seguida, será a vez dos privados de liberdade.

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Ocupações 

Mais de 240 mil estudantes terão a prova adiada, além de 54 mil pessoas privadas de liberdade, devido a ocupações
Marcello Casal Jr/Agência Brasil
Mais de 240 mil estudantes terão a prova adiada, além de 54 mil pessoas privadas de liberdade, devido a ocupações

As ocupações de escolas ocorrem em diversos estados do País. Estudantes do ensino médio, superior e educação profissional têm buscado pressionar o governo por meio de ocupações de escolas, universidades, institutos federais e outros locais. Não há um balanço nacional oficial. Segundo a União Nacional dos Estudantes (UNE), até esta quinta-feira (3), 134 campi universitários e mais de mil escolas e institutos federais estavam ocupados.

Os estudantes são contra a proposta de emenda à Constituição (PEC) que limita os gastos do governo federal pelos próximos 20 anos, a chamada PEC do teto de gastos públicos. Estudos mostram que a medida pode reduzir os repasses para a área de educação, que, limitados por um teto geral, resultarão na necessidade de retirada de recursos de outras áreas para investimento no ensino. O governo defende a medida como um ajuste necessário em meio à crise que o país enfrenta e diz que educação e saúde não serão prejudicadas.

Os estudantes também são contrários à reforma do ensino médio, proposta pela Medida Provisória (MP) 746/2016, enviada ao Congresso. Para o governo, a proposta vai acelerar a reformulação da etapa de ensino que concentra mais reprovações e abandono de estudantes. Os alunos argumentam que a reforma deve ser debatida amplamente antes de ser implantada por MP.

Nesta edição, o Enem para privados de liberdade será aplicado em 1.290 unidades. De acordo com o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), a data do Enem para privados de liberdade foi adiada por motivo de logística. A nota do Enem pode ser usada pelas pessoas privadas de liberdade para participar de seleção para vagas no ensino superior e certificação do ensino médio, para aqueles com mais de 18 anos.

*Com informações da Agência Brasil

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