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Com crise e iniciativas governamentais reduzidas, estudantes buscam novas opções para ingressar no ensino superior

Pesquisa da Associação Brasileira de Mantenedora de Ensino Superior (ABMES), quase 80% dos jovens brasileiros pretendem cursar uma faculdade nos próximos três anos. Hoje, infelizmente, a taxa de pessoas entre 18 e 24 anos que, de fato, frequentam uma universidade é de apenas 17%.

Isso ocorre, principalmente, pelas dificuldades de ingresso e de o estudante arcar com o custo das mensalidades.

Bolsas de estudo podem se tornar uma alternativa a financiamentos estudantis de longo prazo
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Bolsas de estudo podem se tornar uma alternativa a financiamentos estudantis de longo prazo

Se você tem o sonho de ingressar no sistema de ensino superior, mas não sabe como pagar a faculdade, veja a seguir as opções disponíveis de programas federais, financiamentos e bolsas de estudo.

Fies e ProUni: cenário atual

O Programa Universidade para Todos (Prouni) é uma iniciativa do governo federal que concede bolsas de estudos integrais ou parciais em universidades privadas, com foco nos candidatos de baixa renda e provenientes de escolas públicas. O critério de seleção é a nota obtida no Enem (mais de 450 pontos e não ter zerado a redação).

Da mesma forma, o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) é uma opção para jovens que sonham em entrar na faculdade. Trata-se de um contrato no qual o governo financia a mensalidade do aluno, que somente pagará o valor após a formatura.

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Para concorrer ao Fies, é necessário ter feito o Enem a partir de 2010, obtido nota final mínima de 450 pontos, não ter zerado a redação e ter renda familiar mensal bruta per capita de até 2,5 salários mínimos.

Essas opções, entretanto, encontram-se hoje em um cenário menos positivo. Recentemente a Secretaria de Regulação e Supervisão da Educação Superior do Ministério da Educação e Cultura suspendeu novos contratos do Fies e bolsas do Prouni para alguns cursos de nove faculdades.

Além disso, a partir deste segundo semestre, o Fies passou a adotar novos critérios para seleção, exigindo nota mínima de 450 pontos no Enem e redimensionando o público que pode candidatar-se ao fundo – anteriormente, poderiam concorrer estudantes com renda familiar de até 20 salários mínimos, agora, a renda aceita tem o teto de até 2,5 salários mínimos.

Essas mudanças podem dificultar o acesso ao ensino superior, por isso, é recomendado ter um “plano B”, para não perder a chance de realizar o seu sonho de ingressar em uma universidade.

Financiamentos privados: riscos de um contrato a longo prazo

Para os estudantes que pretendem iniciar os estudos em instituições privadas de ensino e não sabem como pagar a faculdade há a alternativa de financiamentos privados, obtidos em bancos ou mesmo ofertados pelas próprias instituições.

Entretanto, essas são alternativas mais arriscadas e onerosas aos candidatos, que poderão arcar com taxas de juros bastante altas – assim, caso o estudante atrase uma mensalidade, a dívida poderá virar uma bola de neve. Esse é um tipo de compromisso a longo prazo e, em meio a um cenário de crise no país, é necessário bastante cautela antes de assumi-lo.

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As bolsas de estudo são uma excelente alternativa. Há instituições que oferecem bolsas de até 100% do valor da mensalidade. No entanto, essas bolsas integrais são bastante disputadas e são ofertadas em número reduzido.

Porém, há outras opções bastante vantajosas. Uma delas é o iG Bolsas de Estudo , que tem o objetivo de facilitar o acesso de mais jovens brasileiros ao sistema de educação universitária. Para isso, o iG uniu-se à eduit., empresa com sólida experiência na negociação de bolsas de estudo com instituições de ensino particulares.

Por meio dessa parceria, os estudantes poderão pagar valores menores nas suas mensalidades. E, ao contrário de outras iniciativas, o procedimento para obter esse benefício é bem simplificado: basta que o candidato escolha uma das instituições cadastradas e selecione o curso de seu interesse.

Em seguida, é preciso pagar a pré-matrícula, que tem por objetivo reservar a vaga com bolsa de estudo e liberar um cupom de desconto. Esse cupom deverá ser entregue na instituição no ato de matrícula. A partir disso, a bolsa de estudo será ativada e o desconto passará a ser aplicado em todas as mensalidades.

Assim, esse modelo tem a vantagem de não gerar custos extras ao candidato ao término de seu curso, visto que não é um financiamento. Outro benefício é a facilidade em obter a bolsa de estudo: para cadastrar-se, não é preciso apresentar nota do Enem ou cumprir critérios socioeconômicos específicos.

Os estudantes que querem realizar seu sonho do diploma universitário, mas que não sabem como pagar a faculdade contam com diversas alternativas.

O momento atual de iniciativas do governo, como o Prouni e o Fies, não é dos mais positivos. Os financiamentos privados são opções arriscadas e onerosas, normalmente contratados mediante juros altos e contratos a longo prazo. Já as bolsas de estudo, como o iG Bolsas de Estudo, não demandam pagamentos extras dos alunos ao término do curso e podem ser facilmente obtidos, sem processos de seleção complexos.