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Índice de alunos que atrasam a mensalidade no ensino superior por mais de 90 dias chegou a 8,8% em 2015; sindicato prevê melhora ainda em 2016

Número de estudantes inadimplentes em instituições privadas do País aumentou e atingiu o pior resultado desde 2010
Marcos Santos/USP Imagens
Número de estudantes inadimplentes em instituições privadas do País aumentou e atingiu o pior resultado desde 2010


Com o agravamento da crise financeira e os respectivos cortes no Fundo de Financiamento Estudantil (Fies ), o número de estudantes inadimplentes em instituições de ensino superior privadas do País aumentou e atingiu o pior resultado desde 2010, quando chegou a 8,8% em 2015. Os dados são parte da 10ª Pesquisa de Inadimplência do Sindicato das Mantenedoras de Ensino Superior (Semesp). 

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Em nota, o sindicato enfatizou que a alta no número desses estudantes advém do agravamento da situação econômica do país no ano passado. “[o aumento] pode ser explicado em função da crise macroeconômica e política que o País enfrenta, e pelo corte do Financiamento Estudantil ( Fies ) a partir de 2015, com queda acentuada no número de contratos novos, reduzindo ingressantes e aumentando a evasão.”

Entram na categoria de inadimplentes os alunos com mensalidade atrasada há mais de 90 dias. A taxa de inadimplência desses alunos subiu de 10% em 2014 para 11,1% em 2015.  O levantamento ainda constatou que os atrasos de curto prazo, de até 30 dias, também aumentaram de 13,2% em 2014 para 14,8% em 2015. 

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A Semesp concluiu que os números têm maior impacto nas instituições menores que não conseguem oferecer auxílio aos estudantes inadimplentes para regularização da situação, como crédito educativo ou seguro educacional.

Números têm maior impacto nas instituições menores que não conseguem oferecer negociar dívida com estudantes
Reprodução
Números têm maior impacto nas instituições menores que não conseguem oferecer negociar dívida com estudantes



Em nota, o órgão enfatizou que a alta no número desses estudantes advém da piora da situação econômica do país no ano passado. “[o aumento] pode ser explicado em função da crise macroeconômica e política que o País enfrenta, e pelo corte do Financiamento Estudantil (Fies) a partir de 2015, com queda acentuada no número de contratos novos, reduzindo ingressantes e aumentando a evasão.”

Reajustes no FIES

Segundo o Ministério da Educação (MEC), o número de vagas oferecidos pelo programa de financiamento no segundo semestre de 2016 será de 75 mil, metade do número do primeiro semestre, quando 147 mil vagas foram oferecidas. 

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Apesar do corte no número de vagas, o governo decidiu extender o benefício para famílias que ganham até três salários mínimos. Até o primeiro semestre do ano, o programa se limitava a famílias que ganhavam até 2,5 salários mínimos. 

Taxas admnistrativas do programa, que antes eram pagas pelo Tesouro Nacional , passaram a ser responsabilidade das instituições privadas. Essas taxas serão mensais e corresponderão a 2% do valor dos encargos educacionais liberados à empresa. A mudança provisória 741 foi publicada no diário do Tesouro Nacional e deve gerar uma economia anual média de R$400 milhões aos cofres públicos. 

O ministro da educação, Mendonça Filho, anunciou o
José Cruz/Agência Brasil - 15.7.16
O ministro da educação, Mendonça Filho, anunciou o "Fies Turbo" que deverá ampliar a oferta de vagas do programa


Índices positivos

Mesmo com os cortes e o aumento de inadimplentes, o Semesp prevê índices positivos para 2016. “A expectativa de estabilidade para este ano é uma boa notícia para o setor, que reflete o aumento da confiança dos mercados na recuperação da economia do país”, destacou em nota.  

Em junho, o ministro da educação, Mendonça Filho, anunciou o " Fies Turbo ", uma nova modadalidade que, segundo ele, entrará em vigor no início de 2017 e deverá ampliar a oferta de vagas do programa. 

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