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Ao menos 2 pessoas ficaram feridas em ato realizado em frente à sede do governo; docentes estão em greve desde março

Estadão Conteúdo

Manifestantes enfrentaram os policiais, que reagiram com bombas de gás e balas de borracha
TV Globo/Reprodução
Manifestantes enfrentaram os policiais, que reagiram com bombas de gás e balas de borracha

Um protesto de professores da rede estadual do Rio de Janeiro, em greve desde 2 de março, acabou com forte repressão da Polícia Militar, no final da tarde de quinta-feira (2). O ato ocorreu em frente ao Palácio Guanabara, sede do governo estadual, em Laranjeiras, na zona sul do Rio. Ao menos duas pessoas ficaram feridas, sendo um policial e um manifestante.  

Os professores queriam ser recebidos pelo secretário estadual de Educação, Wagner Victer. Horas antes, o Sindicato Estadual dos Profissionais da Educação (Sepe) havia decidido manter a greve. Victer ameaça cortar o ponto dos grevistas.

O sindicato cobra do governo um calendário para atender as reivindicações dos professores, que não têm reajuste salarial desde 2014. O ato começou por volta das 14h30. Para que os grevistas fossem recebidos, Victer exigiu que os professores liberassem uma das pistas da Rua Pinheiro Machado ao tráfego.

Pouco depois das 17h30, um grupo de grevistas foi recebido pelo secretário de Governo, Affonso Monnerat, que ouviu as reivindicações. Enquanto isso, a PM tentou liberar mais pistas da Rua Pinheiro Machado. Professores e estudantes que apoiam a greve enfrentaram os policiais, que reagiram com bombas de gás e balas de borracha. Um manifestante sofreu cortes na cabeça. Segundo a PM, um policial também ficou ferido. As circunstâncias dos ferimentos de ambos não foram esclarecidas.