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2,8 milhões de crianças e adolescentes estão fora da escola; gravidez e necessidade de trabalhar são os maiores obstáculos

Especialista lembra que recursos do petróleo são finitos e, portanto, não podemos contar com ele para despesas fixas da educação
Pedro Ribas ANPr
Especialista lembra que recursos do petróleo são finitos e, portanto, não podemos contar com ele para despesas fixas da educação

A maioria dos jovens entre 15 e 17 anos que não estão na escola sequer conseguiu concluir o ensino fundamental. São 52% dos 1,3 milhões de adolescentes nestas condições. Gravidez e necessidade de trabalhar são os principais entraves. Estas são as conclusões de um estudo realizado pelo Instituto Unibanco no boletim Aprendizagem em Foco, divulgado nesta semana.

O Brasil ainda tem 2,8 milhões de crianças e adolescentes fora da escola, segundo o último balanço feito pelo Movimento Todos pela Educação (TPE) com base nos dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) de 2014, os mais recentes. A etapa mais prejudicada é exatamente a dos adolescentes entre 15 e 17 anos: 17,4% não estavam na escola naquele ano, taxa que se mantém praticamente estagnada desde 2005, quando 21,2% dos jovens não estavam matriculados.

De acordo com o estudo do instituto, os meninos evadem mais que as meninas - 14% dos jovens de 15 a 17 anos estão fora da escola e não completaram o Ensino Médio. Destes, 63% estavam trabalhando ou procurando emprego. Já entre as mulheres a proporção é de 12%. Do total de 1,3 milhão de jovens de 15 a 17 anos fora da escola sem Ensino Médio concluído, 610 mil são mulheres. Mais de um terço das jovens que deixaram de estudar já eram mães. As jovens mães que mantiveram os estudos representam 2%.

A pesquisa aponta que “a repetência e o desinteresse do jovem pelos estudos, motivados pela baixa qualidade do ensino e por um currículo, especialmente no ensino médio enciclopédico e sem flexibilidade para escolhas” são fatores que aumentam o abandono escolar.

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