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PM usou bombas de efeito moral para dispersar estudantes que ocupavam a avenida Nove de Julho, no centro da cidade

Protesto de estudantes bloqueou a avenida Nove de Julho, na região central da capital paulista
Newton Menezes/Futura Press - 1.12.15
Protesto de estudantes bloqueou a avenida Nove de Julho, na região central da capital paulista

O protesto realizado por estudantes que são contrários à reestruturação escolar proposta pelo governador Geraldo Alckmin (PSDB) terminou com tumulto e algumas pessoas detidas pela Polícia Militar no começo da noite desta terça-feira (1ª). 

O grupo de alunos bloqueou os dois sentidos da Avenida Nove de Julho, na região central de São Paulo, já por volta das 18h30 da tarde. Houve confusão ao fim do ato e a Polícia Militar "fez o uso da força, com o uso bombas de efeito moral, para dispersar o grupo e desobstruir a avenida", de acordo com a assessoria da própria PM.

O número de detidos não foi informado. Eles deverão ser encaminhados ao 4º Distrito Policial, da Consolação.

Hoje de manhã também houve protesto de estudantes na zona sul de São Paulo, próximo da Ponte João Dias, na Avenida João Dias.

Os manifestantes protestam contra a reorganização da rede escolar estadual. Hoje (1ª), o governo de São Paulo publicou, no Diário Oficial, o decreto que autoriza a transferência de professores para a implementação da reorganização escolar, que fechará 94 unidades de ensino em todo o estado e afetará 311 mil alunos. O objetivo é separar as escolas por ciclos, entre os anos iniciais e finais dos ensinos fundamental e médio.

Contrários às mudanças, os estudantes continuam ocupando escolas. São 205 unidades ocupadas, segundo estimativa do Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp). A Secretaria Estadual da Educação calcula, pelo último balanço divulgado ontem (30), que são 194 escolas.

Na próxima sexta-feira (4), professores da rede estadual devem fazer uma assembleia para discutir a possibilidade de uma greve geral contra a proposta do governo.

*Com informações da Agência Brasil